Ministra da saúde acredita em consenso. Sindicatos mantêm greve | Saúde

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A aposta é no diálogo para chegar a um consenso com os enfermeiros. No final de um encontro com todos os sindicatos, que decorreu no Ministério da Saúde esta sexta-feira, a ministra Marta Temido disse acreditar ser possível chegar a um consenso com os enfermeiros no início do próximo ano. Mas nem todas as estruturas sindicais acreditam que esse caminho seja possível, o ministério manteve as condições que lhes apresentou até agora. A chamada “greve cirúrgica” mantém-se até ao final do ano.

“Temos de dar passos no sentido de nos aproximarmos e é isso que vamos fazer em Janeiro. Mas têm de ser passos com algumas linhas vermelhas e toda a sociedade tem de perceber porque elas existem”, afirmou a ministra no final do encontro. A próxima reunião negocial está marcada para 2 de Janeiro, altura em que nenhuma estrutura sindical tem greves marcadas.

Serão estes passos suficientes para um consenso? “Quero acreditar que sim”, afirmou Marta Temido, dando conta das linhas vermelhas. “Acredito que as várias profissões e as outras profissões da saúde, a administração pública e os trabalhadores do sector privado terão muita dificuldade em perceber que haja uma reivindicação de passar um salário base que é de 1200 euros para 1600 euros, uma remuneração de especialista para 2700 euros.”

“Compreendo as expectativas, mas são caminhos que temos de percorrer em conjunto e não vamos conseguir percorre-los se estivermos de costas voltadas. Foi por isso que esta reunião hoje existiu”, acrescentou a ministra.

Mas o encontro desta sexta-feira não foi suficiente para levar à desmarcação da chamada “greve cirúrgica”, que está a decorrer em cinco centros hospitalares. A paralisação vai continuar até ao final do ano e mantém-se em cima da mesa a apresentação de um novo pré-aviso de greve, de 45 dias, a começar em Janeiro.



“Passar o ónus para os enfermeiros”

“Não se passou nada de novo e assistimos a um discurso de preocupação por parte da senhora ministra e do secretário de Estado da Saúde a querer passar o ónus de tudo isto para os enfermeiros, mas de facto não apresenta nenhuma novidade em relação ao que tem sido dito ultimamente. Achámos que foi um discurso de barreira, de intransigência, querendo passar que estão a fazer o melhor e um grande esforço, mas depois não se traduz em realidade nenhuma. A greve vai manter-se, os enfermeiros estão na rua e querem de forma clara assumir essa luta”, afirmou Ulisses Rolim, vice-presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), uma das estruturas que está em greve.

Também Lúcia Leite, presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), que também apoia a “greve cirúrgica”, afirmou que desta reunião com o Ministério da Saúde não resultou “nada”. “Foi uma tentativa de sensibilização dos sindicatos para pararem a greve, mantendo as posições que teve até agora”, disse, acrescentando que não vão parar a greve que decorre até ao final do ano.

“Entendemos que a contraproposta que o Governo apresentou não responde às reivindicações destes dois sindicatos, não aceitaremos uma carreira que não tenha a categoria de especialista. Sem garantia que essa categoria está na carreira não há condições negociais”, salientou Lúcia Leite.


Fonte: Público

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