Ordem esclarece situação profissional dos Enfermeiros

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Face às notícias e comentários públicos dos últimos dias, com informações falsas sobre a situação profissional dos Enfermeiros, no que parece ser uma acção concertada para descredibilizar estes profissionais numa altura em que ocorre uma greve inédita que teve origem num grupo de Enfermeiros, a Ordem entende esclarecer vários pontos sobre a actual situação profissional da classe.

Ao contrário do que afirmou a senhora ministra da Saúde na RTP, na noite de quinta-feira, que garantiu que já “não é uma realidade” os Enfermeiros trabalharem 40 horas pois “tiveram o seu período normal de trabalho adaptado para as 35 horas” desde Julho, urge recordar que dos 1700 Enfermeiros que eram necessários só para fazer face à passagem das 40 para as 35 horas, estão por contratar 600, tal como prometera que iria fazer, até ao final do ano, o ex-ministro da Saúde, entretanto demitido. Isto, para além da carência que já existia, pelo que os profissionais não fazem 35, nem 40 horas. A Ordem continua a receber, todas as semanas, horários de trabalho de 60 e 70 horas semanais, como foi recentemente denunciado publicamente em relação ao Hospital de Cascais, onde existem contratos de 250 horas mensais, pondo em causa a prestação dos cuidados de Saúde.

Portugal é dos Países da OCDE com o mais baixo rácio de Enfermeiros/1000 habitantes. A média dos Países da OCDE situa-se nos 9.3 Enfermeiros/1000 habitantes e Portugal tem no SNS 4.2 Enfermeiros/1000 habitantes.

É também falso, como foi dito pelo comentador Lobo Xavier, que os Enfermeiros tenham beneficiado de qualquer aumento nos últimos anos. Os Enfermeiros, tenham dois ou 20 anos de profissão, levam para casa um salário líquido inferior a 1000 euros, mais precisamente 980 euros. É este o valor pago a um profissional licenciado numa área com uma grande tecnicidade e que tem vidas em mãos. A única alteração ocorrida tem que ver com o suplemento remuneratório de 150 euros, com efeitos desde o início do ano, a pagar aos Enfermeiros especialistas, categoria essa que o Governo agora se recusa a reconhecer e que não está a ser pago a todos os Enfermeiros especialistas.

É esta a situação profissional dos Enfermeiros: mal pagos, exaustos e sem carreira. É por isso que os Enfermeiros, no limite, chegaram a esta greve e a Ordem não pode deixar de compreender os seus motivos, ao mesmo tempo que não pode permitir que sejam ditas mentiras todos os dias para descredibilizar uma classe, já sacrificada, que está em luta pelos utentes e pelo SNS.

Fonte: Ordem dos Enfermeiros

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