DESTEMIDOS E FIRMES, ENFERMEIROS PORTUGUESES INICIAM ANO A REIVINDICAR NOVA CARREIRA PARA A CLASSE

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DESTEMIDOS E FIRMES, ENFERMEIROS PORTUGUESES INICIAM ANO

A REIVINDICAR NOVA CARREIRA PARA A CLASSE

De forma destemida, mas firme, OS ENFERMEIROS PORTUGUESES, iniciaram o ano reivindicando uma nova Carreira de Enfermagem e respostas concretas às suas propostas. Apesar de destemidos e firmes, estão abertos a negociações válidas, positivas e progressivas, mas não eternas ou alongadas no tempo, a propostas que a Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido queira também apresentar.

O ano de 2018 terminou com um exemplo de muita firmeza dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, protagonizada por estes Profissionais, dos cinco Blocos Operatórios de cinco centros Hospitalares, em nome de toda a Classe. O movimento GREVE CIRÚRGICA, os Sindicatos ASPE E SINDEPOR, escreveram uma nobre página na História da ENFERMAGEM. A Ordem dos Enfermeiros soube estar firme, visível, atenta e interventiva, numa grande elevação, em defesa dos ENFERMEIROS.

A Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido primeiro tentou ignorar os ENFERMEIROS PORTUGUESES, depois foi a tentativa pela via legal de os silenciar, mas não lhe foi favorável e, num acto de imaturidade e desespero, veio para o insulto. Com todas estas atitudes, saiu e ficou fragilizada de tal forma, que por pressões políticas dentro do seu partido (PS) e do seu governo (geringonça), levaram-na a ter que pedir desculpas aos ENFERMEIROS. Outros actores, marionetas e servis, vieram para os jornais, televisões e rádios tentar virar a Sociedade contra os ENFERMEIROS PORTUGUESES, mas não lhes tendo rendido o efeito que pretendiam, depressa se esfumaram da boca de cena.

Veio o novo ano de 2019 e, os ENFERMEIROS PORTUGUESES, mais firmes e destemidos do que nunca, avançaram com novos pré-avisos de GREVE CIRÚRGICA 2. Contudo, de forma responsável, os Sindicatos ASPE e SINDEPOR, abriram uma janela de oportunidade de negociação com o Ministério da Saúde.

Ainda neste dealbar de ano, apesar da grande desorganização e fragilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e do término da GREVE CIRÚRGICA 1, Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, não teve uma palavra, na sua erudita mensagem de Ano Novo, para com este Serviço, nem para com as várias Classes Profissionais, nomeadamente os ENFERMEIROS, que seguram e sustentam o SNS depauperado, cheio de dívidas e de desinvestimento.

Numa posição de força, mas medíocre na mensagem, veio o Sr. Ministro das Finanças, Dr. Mário Centeno, numa entrevista televisiva, dizer inverdades, contrariando as suas próprias declarações a 15 de Setembro de 2017, ao ponto de afirmar que até desconhecia as propostas em negociação referente aos ENFERMEIROS PORTUGUESES. Como é possível? Que credibilidade têm estas afirmações?

Finalizada esta primeira semana de Janeiro, os Sindicatos estão mais uma vez, em reunião de negociações com o Ministério da Saúde e das Finanças.

É minha convicção e por isso importa dizer, que as negociações desta Carreira tem de satisfazer toda a Classe de ENFERMAGEM, numa igualdade e equiparação às outras classes. Só assim, como já referiram muitos Colegas, entre os quais, o Enf, Fernando Dias, de que “… a nossa profissão só terá o seu valor reconhecido quando estiver equiparada aos demais técnicos superiores de saúde, nomeadamente Farmacêuticos, Psicólogos Clínicos e Nutricionistas.”

Entendo que, quando se está em negociações, há variáveis que se deixam cair, cedências e compensações que acontecem dos dois lados dos negociadores. Mas há um mínimo de propostas sobre as quais não se pode ceder. Nivelar por baixo é negligenciar até a própria posição do negociador, quanto mais a de uma Classe. Espero firmeza, tal como vi da ASPE e SINDEPOR, no apoio da GREVE CIRÚRGICA.

Para os negociadores Sindicais, de boa-fé, o momento é de gestão de silêncios, diplomacia de influência, discursos contidos mas assertivos. Para os ENFERMEIROS PORTUGUESES e Movimentos, o momento é de firmeza, união, contributo massivo para o fundo de apoio à GREVE CIRÚRGICA 2. Porque a força da nossa Classe reside em nós e não nos Sindicatos. Foram os ENFERMEIROS e os MOVIMENTOS espontâneos que voltaram a dar vida a uma profissão e classe que estava amordaçada e acomodada pelos interesses e desígnios de velhos sindicatos, gastos e acomodados às conveniências menos visíveis e aos movimentos de interesses de bastidores, menos claros.

Se é verdade que só aos Sindicatos, à luz da lei, lhes compete negociar com a tutela, em nome de uma Classe, não é menos verdade, que é essa mesma Classe que lhe compete pressionar, engrandecer-se e manifestar o seu descontentamento, sem amarras nem submissões ao poder instituído ou instalado.

Coloco em relevo o papel da Ordem dos Enfermeiros, que deve ter uma postura clara, acima de qualquer luta ou posição sindical, mas inequivocamente ao lado dos ENFERMEIROS, numa posição pragmática de representação, digna de uma Classe, no seu maior e mais elevado estatuto institucional. E é o que tem acontecido.

O momento é de firmeza! Convicção! Certeza, de que os nossos pressupostos e propostas são oportunas e justas. Sabemos que mesmo em período de negociação, continuarão a não faltar os desertores dos bons princípios, os ateadores de fogos artificiais e os vendilhões dos tempos. Seremos superiores a toda essa falta de valores, de ética e de deontologia. Seremos nós, orgulhosamente ENFERMEIROS!

Aos ENFERMEIROS PORTUGUESES nada mais os move que não seja, a reivindicação pelos seus direitos, por um SNS moderno, melhor apetrechado e com mais investimento. Lutamos pela admissão de mais profissionais para dispormos de mais tempo, para melhor atender, cuidar e tratar os cidadãos, utentes, doentes e Famílias, seja nos serviços, seja na comunidade ou nos seus domicílios.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Assim o queiramos e saibamos sê-lo.

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2019.01.04 – 21h00

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