Enfermeiros começam hoje nova paralisação. Vai durar um mês e “é um mal menor” – Atualidade

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A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) afirma que não há nenhuma greve possível que não prejudique os doentes. Em declarações à TSF, Lúcia Leite, presidente da ASPE, defendeu que “todas as greves prejudicam os doentes”, mas que, neste caso, os doentes nem saem assim tão lesados. “É um mal menor”, diz.

“Os doentes que veem as suas cirurgias adiadas são aqueles que costumam esperar mais de um ano ou dois anos. Um mês de diferença no prazo de espera não é assim tanto tempo”, disse Lúcia Leite. “Todos os doentes urgentes sempre foram operados. Nunca foi por falta de enfermeiros que essas situações não foram resolvidas”, acrescentou.

A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) convocaram esta greve, no final de uma reunião de quase cinco horas, ontem, no Ministério da Saúde que terminou sem acordo.

Os hospitais afetados

A greve prevê abranger sete centros hospitalares: São João e Centro Hospitalar do Porto, Centro de Entre Douro e Vouga, Gaia/Espinho, Tondela/Viseu, Braga e Garcia de Orta.

No final da semana passada o Sindepor lançou um novo pré-aviso para alargar a greve a mais três centros hospitalares entre 08 e 28 de fevereiro: Centro Hospitalar de Coimbra, Centro Hospitalar Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Setúbal.

Segundo os presidentes da ASPE e do Sindepor, os principais pontos que separam Governo e sindicatos são o descongelamento das progressões na carreira e o aumento do salário base dos enfermeiros.

Carlos Ramalho, presidente do Sindepor, assume que foi difícil e que da parte do Ministério da Saúde houve vontade de negociar, mas não foi possível chegar a consenso.

“Não chegámos às condições mínimas para chegar a consenso. Por muito boa vontade, não conseguimos o compromisso de assumir o descongelamento das progressões da carreira de forma justa e que vai englobar todos os enfermeiros. A forma que o Governo propõe deixaria quase metade dos enfermeiros de fora”, afirmou Carlos Ramalho em declarações aos jornalistas no final da reunião.

Expressando que não há mais reuniões negociais marcadas, o presidente do Sindepor avisa que os sindicatos vão começar já a pensar em novas formas de luta para depois do fim da greve que terminará no dia 28 de fevereiro.

Também a presidente da ASPE admitiu recorrer a novas formas de luta, embora assuma que gostava de ter outro espaço de negociação, por perceber que “o país não tem tudo de um dia para o outro”.

“Estávamos disponíveis para fazer um faseamento. Neste momento não temos uma proposta concreta que nos permita continuar a negociar. Estão encerradas as negociações”, afirmou Lúcia Leite aos jornalistas.

A presidente da ASPE frisou que “o Governo se recusou a mexer na base da carreira” dos enfermeiros, mantendo os atuais 1.200 euros mensais brutos.

“O Ministério assume que não pode mexer na base porque precisa de contratar mais enfermeiros”, indicou.

Por outro lado, o Ministério da Saúde também não assumiu o tempo de descongelamento das carreiras que os sindicatos reivindicavam.

Também sobre a redução da idade da reforma não houve consenso entre sindicatos e Governo.

Fonte: Lifestyle Sapo

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