Falta de 800 funcionários ameaça fechar escolas durante períodos do dia | Educação

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A falta de funcionários ameaça “gerar instabilidade nas escolas” neste segundo período do ano lectivo, segundo o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). Filinto Lima diz temer que cada vez mais estabelecimentos encerrem as portas durante determinados períodos do dia, “para pressionar o Governo a resolver a situação”.

Nas contas do presidente da ANDAEP, faltam “pelo menos 811 assistentes operacionais” para que as escolas funcionem – um por cada agrupamento. “Se cada agrupamento tiver um assistente operacional em falta, são 811. Mas há alguns agrupamentos que têm dez assistentes em falta, ainda mais porque há assistentes que estão ‘de junta médica’ em casa há anos e continua a não haver regime legal que enquadre a sua substituição”, acrescentou Filinto Lima.

Desde que assumiu funções, em Outubro de 2015, o actual Governo já contratou 2550 funcionários para as escolas. Porém, “este número é manifestamente baixo para as necessidades”, aponta Filinto Lima, ressalvando que “a culpa não é deste Governo, mas de todos os que não têm investido de forma séria na educação”.

Numa altura em que “o esforço para manter as escolas a funcionar é sobre-humano”, o representante dos directores das escolas aponta problemas quotidianos decorrentes da falta de funcionários: “Um pavilhão gimnodesportivo que devia ter um homem e uma mulher nos diferentes balneários, não tem; a papelaria fecha às 13h, em vez de fechar às 15h ou às 14h; nas bibliotecas, prescinde-se de funcionários, porque não há”.

Dado que “as escolas só estão a funcionar porque os directores e os assistentes fazem das tripas coração”, Filinto Lima aconselha o ministro das Finanças, Mário Centeno, “a pensar nas pessoas e na importância das escolas, em vez de apenas nos números”. E, dizendo não compreender a dualidade de critérios – há dois dias o Governo anunciou a contratação de mais 450 enfermeiros e 400 auxiliares para os hospitais –, recorda que os assistentes operacionais nas escolas “só ganham o salário mínimo nacional, pelo que o que está em causa é um ‘investimentozinho’ numa área que é tão fulcral quanto os hospitais”.


Fonte: Público

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