Frio leva mais pessoas às urgências e aumentam tempos de espera | Saúde

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O número de doentes a acorrer às urgências hospitalares está a aumentar e começa a exercer pressão sobre os serviços.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, as temperaturas vão manter-se baixas nos próximos dias. Além do frio, também o número de casos de gripe está a registar uma tendência crescente, segundo o boletim emitido esta quinta-feira pelo Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge. O pico da gripe deverá acontecer entre o final deste mês e o início de Fevereiro, mas o número de casos de síndrome gripal registado nos hospitais no final no ano já era semelhante ao registado no final de 2017.

O serviço de urgência do Hospital do Barreiro tem estado, nos últimos dias, em sobrelotação, com o dobro dos doentes em observação em relação à sua capacidade, segundo a Ordem dos Enfermeiros e profissionais da unidade. Também o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa confirmou esta quinta-feira verificar-se uma “grande aglomeração” na urgência do Hospital de Penafiel, o que tem provocado queixas dos doentes devido aos longos períodos de espera.



O PÚBLICO consultou, no Portal do SNS, os tempos de espera em algumas urgências gerais e, por volta das 20h30 desta quinta-feira, havia hospitais onde os doentes classificados como menos graves (pulseiras verdes e azuis) registavam uma espera superior a seis horas. Também doentes classificados com pulseira amarela — considerados urgentes — tinham esperas superiores a uma hora em algumas unidades.

De acordo com a triagem de Manchester, a pulseira amarela não deve esperar mais de uma hora para ser observado por um médico. Mas nos hospitais do Montijo, São José (Lisboa), São João (Porto), Beatriz Ângelo (Loures), Garcia de Orta (Almada), Amadora-Sintra, Santa Maria e São Francisco Xavier (ambos em Lisboa), Vila Franca de Xira e Setúbal a espera era superior a duas horas. Em alguns, estava mesmo acima das três horas quando o PÚBLICO consultou o Portal do SNS.

Em algumas unidades, os doentes com pulseira laranja — casos urgentes com uma espera máxima recomendada de dez minutos — tinham uma previsão de espera de acima de uma hora. Mas eram os casos considerados não-graves, que devem ser atendidos nos centros de saúde (pulseiras verdes e azuis) que registavam maiores tempos de espera. Por exemplo, no Amadora-Sintra a pulseira azul tinha uma espera estimada de sete horas, no Garcia de Orta de dez horas e seis horas nos hospitais do Montijo e São Francisco Xavier.


Fonte: Público

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