SPD alerta para necessidade de tratar o risco cardiovascular na diabetes tipo 2

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Sociedade Portuguesa de Diabetologia atualiza Recomendações

A Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) atualizou as Recomendações Nacionais para o tratamento da hiperglicemia na Diabetes tipo 2, à luz de estudos que reportam o benefício de recorrer a fármacos com elevada segurança cardiovascular.

As novas guidelines, redigidas por profissionais de saúde do Grupo de Trabalho para as Recomendações Nacionais da SPD sobre a Terapêutica da Diabetes Tipo 2, defendem que «o tratamento desta doença se torne cada vez mais individualizado, olhando para além da hiperglicemia e tendo em conta os problemas ou riscos cardiovasculares ou renais», pode ler-se num comunicado da SPD divulgado esta sexta-feira.

«Os objetivos metabólicos e a correspondente estratégia terapêutica devem ser adequados ao contexto do doente: idade, tempo conhecido de duração da doença, existência ou não de complicações (cardiovasculares, risco de hipoglicemias) e aspetos económicos, entre outros», salienta a SPD.

As novas recomendações defendem que «o tratamento desta doença se torne cada vez mais individualizado, olhando para além da hiperglicemia e tendo em conta os problemas ou riscos cardiovasculares ou renais» 

Esta posição da Associação Americana de Diabetes (ADA) e da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) que a SPD adotou, reforça, no entanto, a necessidade de intensificar a terapêutica, de 3 em 3 ou de 6 em 6 de meses de modo a evitar a inércia terapêutica, caso os objetivos metabólicos individualizados não sejam alcançados.

A principal novidade inscrita no documento publicado na Revista Portuguesa de Diabetes é a «introdução de um algoritmo alternativo para os doentes com doença cardiovascular estabelecida ou de elevado risco ou com doença renal crónica prévia (estádio 3) e em que as opções preferenciais incluem os fármacos com estudos que tenham demonstrado benefícios cárdio-renais, incluindo a redução de eventos cardiovasculares major, um impacto positivo na mortalidade cardiovascular ou ainda na progressão da doença renal crónica».

Além de a correção do estilo de vida e a educação das pessoas com diabetes, que devem ser promovidas ao longo de toda a evolução da doença e da terapêutica de fundo com metformina como tratamento de primeira linha, «na decisão clínica da terapêutica medicamentosa deve ser dada particular atenção à presença de doença cardiovascular ou doença renal crónica, aos idosos em situação frágil, às pessoas em que a ocorrência de hipoglicemias seja potencialmente mais gravosa e aos obesos», observam as Recomendações, que incluem referências específicas a novas classes terapêuticas como os agonistas dos recetores GLP-1, os inibidores do SGLT2 ou os inibidores da Dipeptidil Peptidase 4.

Na opinião de Rui Duarte, presidente da SPD, «se temos fármacos que tratam a diabetes tipo 2 ao mesmo tempo que reduzem o risco cardiovascular e consequente mortalidade, desaceleram a evolução da doença renal crónica, ou favorecem a perda de peso e isso é comprovado pelos estudos, devemos recorrer a eles para tratar a pessoa com diabetes de forma mais individualizada, promovendo a sua saúde geral».

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