Tempos de espera nas urgências dispararam ao final do dia | Serviço Nacional de Saúde

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Ao fim do dia de sábado, pelo menos uma dezena de unidades hospitalares, entre as maiores do país, ultrapassavam os tempos recomendados de 60 minutos para situações urgentes. A situação já era visível a partir das 18h, mas acentuou-se substancialmente nas três horas seguintes.

Às 19h, o Hospital de Loures, um daqueles em que as esperas eram mais longas, marcava como tempo médio de espera três horas e 12 minutos para situações urgentes, mais do que às 18h, quando o tempo de espera médio era de duas horas e 40 minutos. Entre as 20h e as 21h, ultrapassou as quatro horas de espera, como aconteceu no Hospital do Montijo. 

A situação verificava-se também noutros hospitais cujos tempos médios de espera são disponibilizados no portal do Ministério da Saúde, que divulga a situação nas urgências de dezenas de unidades hospitalares em todo o país. 

 O aumento dos tempos de espera nas urgências está relacionado com o pico de frio e de gripes. A Direcção-Geral de Saúde apelou a que as pessoas com sintomas de constipações se dirigissem aos centros de saúde e não às urgências hospitalares.

“O grande conselho que damos é que não vão directamente à urgência. A primeira porta de entrada no sistema de saúde, nesta altura, é o SNS24, através do número 808242424”, salientou Graça Freitas, directora-geral da Saúde, lembrando que nessa linha há enfermeiros treinados para fazer a triagem e que as pessoas podem ser tratadas em casa ou nos centros de saúde.

Graça Freitas aconselhou também as pessoas a não tomarem antibióticos por iniciativa própria (porque não são eficientes em doenças que são virais), a protegerem-se do frio e a hidratarem-se.

Na noite de sexta-feira, já tinha havido sinais de caos nas urgências. Segundo o Diário de Notícias, os tempos de espera chegaram a oito horas para os menos urgentes. No Funchal, o hospital registou grande procura no final da semana havendo relatos de falta de macas e cadeiras disponíveis, noticiou o Diário de Notícias da Madeira. Segundo o Jornal de Notícias, o caos nas urgências do hospital de Setúbal fez esgotar o oxigénio para idosos na sexta-feira.


Fonte: Público

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