Costa rejeita em absoluto 1600 euros para enfermeiros em início de carreira

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Mário Cruz / Lusa

O primeiro-ministro rejeitou esta quarta-feira, em absoluto, negociar a reivindicação sindical para que o salário dos enfermeiros seja de 1.600 euros em início de carreira, considerando que tal seria “incomportável” financeiramente e injusto em comparação com outras carreiras.

António Costa transmitiu a sua posição no final do debate quinzenal, na Assembleia da República, numa intervenção em que reiterou a intenção do Governo de adotar todas as medidas legais para travar os efeitos das graves dos enfermeiros e em que, por outro lado, fez duras críticas aos atuais dirigentes da Ordem e de alguns sindicatos do setor.

“Quem é que em Portugal acha que é possível que a entrada de base na carreira, que nos últimos anos subiu de mil para 1.200 euros, possa agora subir de novo de 1.200 para 1.600 euros? E já não vou entrar sequer na discussão de comparar o vencimento do enfermeiro com o do médico, porque isso diz tudo sobre quem a quer promover. Mas todos compreendemos que este aumento de 400 euros de vencimento base na entrada é absolutamente incomportável”, declarou António Costa.

O primeiro-ministro referiu mesmo que esse aumento, caso se concretizasse, “seria totalmente injusto relativamente a outras carreiras”. “Qual é a carreira que não gostaria de ter um aumento desta natureza? Não podemos aceitar que, em nome de uma ambição absolutamente irrealista e insustentável – e que não é sequer passível de qualquer tipo de negociação – se ameace o direito à saúde dos portugueses”, avisou.

Ainda relativamente ao atual conflito, António Costa deixou também a mensagem de que não confunde “os enfermeiros, os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com aqueles que são os seus dirigentes na Ordem ou em sindicatos”.

Ainda sobre às exigências sobre a base salarial, António Costa pediu: “Não nos peçam para fazer o impossível porque de facto o impossível, isso, nós não fazemos. E essa ideia de que de repente tudo é possível, já e ao mesmo tempo, é uma ideia completamente errada, altamente perniciosa”, avisou o líder do executivo.

Para Costa, “sendo obviamente legítimo a qualquer ser humano ter a ambição de ganhar melhor, é também o dever de qualquer governante saber medir o que é justo e o que é injusto e quais são as condições de prosseguir o avanço”.

“Profissionais são melhores do que a sua bastonária”

Também a líder bloquista comentou a situação no debate quinzenal, considerando que estes profissionais “são muito melhores do que a sua bastonária”.

“Os enfermeiros e as enfermeiras deste país são muito melhores do que a sua bastonária ou do que declarações irresponsáveis de alguns dos seus dirigentes. São do melhor que o país tem, são o melhor que Serviço Nacional de Saúde tem. E os utentes sabem que é com eles à sua cabeceira que contam todos os dias”, disse Catarina Martins.

Na resposta, o primeiro-ministro garantiu que “o Governo tem tido um extremo cuidado em não confundir os enfermeiros com aquilo que é a atuação da sua Ordem e em particular da sua bastonária”, fazendo questão de deixar “um pouco de memória sobre as reposições e avanços que estes profissionais tiveram em três anos.

Fonte: ZAP

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