Crise dos combustíveis. Marcelo culpa “sindicalização de movimentos inorgânicos”

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Mário Cruz / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre a recente crise dos combustíveis causada pela greve dos motoristas de matérias perigosas. O Presidente de República disse que esta resulta da “sindicalização de movimentos inorgânicos”.

Numa entrevista concedida à RTP3, Marcelo Rebelo de Sousa associou a greve dos motoristas de matérias perigosas à “sindicalização de movimentos inorgânicos” e de “sindicalismo dito independente”. Para o Presidente da República, os populismos conduziram à crise dos combustíveis.

Esta não é a primeira vez que o Presidente português alerta para os perigos dos populismos. A 5 de outubro de 2016, 25 de abril de 2017 e 25 de abril de 2018, Marcelo já tinha chamado a atenção “para os vazios, as incapacidades de previsão e de reajustamento que deixam espaço livre para movimentos inorgânicos que uns chamam populistas“.

O Chefe de Estado realçou ainda que estes “iriam surgir para preencher essa realidade” e que a recente greve que abalou o país é só mais um exemplo disso mesmo.

“Há já algum tempo começou a haver fenómenos de sindicalismo dito independente, circunscrito a áreas ou nichos muito limitados. Tentando constituir uma central, uma terceira central, que não conseguiu, ou que acabou por não ter assento, repercussão ou projeção desejada pelos próprios”, acrescentou.

O que há de novo agora, para o presidente da República, são dois fenómenos diferentes. “Movimentos inorgânicos e, noutros casos, constituição de novos sindicatos e novas atuações, que vêm da sindicalização de movimentos inorgânicos, que culminaram em organização sindical”.

O ECO recorda que, já em relação à greve dos enfermeiros, Marcelo usou as mesmas palavras para alertar para os riscos inerentes aos populismos. “Os fenómenos inorgânicos no plano sindical, laboral e a dificuldade de enquadramento pelas estruturas clássicas” são um dos maiores problemas da sociedade portuguesa, segundo o Presidente.

O Chefe de Estado mostrou-se preocupado e referiu que “a maioria das greves foi declarada por sindicatos que não estão integrados nem na CGTP, nem na UGT“.


Fonte: ZAP

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