Enfermeiros acusam ministra de não resolver nada nem responder a nenhum problema – Atualidade

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“O corte de relações não pode estar ultrapassado, na medida que a única audiência que tivemos com a ministra da Saúde foi no ano passado”, afirmou Ana Rita Cavaco aos deputados.

A bastonária afirma que “todos os dias” a Ordem solicita audiências à ministra da Saúde, bem como envia ofícios com pedido de resolução de problemas que têm a ver com a vida das pessoas e com a segurança dos cuidados.

“Não há qualquer contacto com a senhora ministra da Saúde, que está claramente a discriminar os enfermeiros. E não há nenhuma resposta às questões da Ordem”, referiu a representante da classe.

Como exemplos, Ana Rita Cavaco disse que não tem havido respostas sobre os problemas identificados em vários locais, como o hospital da Covilhã ou o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. Indicou que não existe ainda resposta em relação ao centro de diagnóstico pneumológico Dr. Ribeiro Sanches, que tem apenas três enfermeiros para estar aberto todos os dias.

Estão também por resolver as questões das dotações seguras de profissionais (número adequado de enfermeiros por doente), bem como questões da carreira que interferem com a regulação da Ordem, como o conteúdo funcional de cada categoria.

Em relação à carreira de enfermagem, aprovada na semana passada em Conselho de Ministros, a bastonária considera inacreditável que não se conheça o documento, nem da parte da Ordem nem da parte dos sindicatos:

“Como é que é possível termos feito uma pronúncia [sobre o diploma da carreira em consulta pública] e não recebermos nenhuma reposta e ninguém conhecer o diploma aprovado? Esta postura da ministra não é normal”, declarou.

Sobre a exposição enviada à Procuradoria-Geral da República pelo Ministério da Saúde sobre o seu trabalho enquanto bastonária, Rita Cavaco diz desconhecer o teor do documento, mas admite que se trate apenas de “delito de opinião”.

“A Ordem não faz trabalho sindical. Não sei se se quer ter o regresso dos tribunais plenários a Portugal. O que a ministra gostaria com a ordem dos enfermeiros é condenar-nos por delito de opinião (…) Isso seria um atentado grave à democracia ou à liberdade de expressão”, disse aos deputados.

Fonte: Lifestyle Sapo

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