Vacina BCG pode voltar a ser dada às crianças de risco

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A Direção Geral de Saúde (DGS) está a avaliar o regresso da administração da vacina BCG, usada contra a tuberculose, às crianças consideradas de risco, avança esta sexta-feira o Jornal de Notícias. Na base desta avaliação está aumento do número de casos da doença em crianças no ano passado.

O possível regresso da vacina às maternidades, onde era dada aos bebés logo depois do nascimento até 2017, é motivado pelo aumento dos casos em crianças, falhas na deteção da doença e pela morosidade na fase de diagnóstico. A confirmar-se, a vacina deve chegar primeiro às maternidades de Lisboa e Porto, onde se regista a maioria das infeções.

Antes de ser levada ao resto do país, é preciso dar formação aos médicos e enfermeiros para a poderem administrar, alerta Isabel Carvalho, diretora do Programa Nacional para a Tuberculose. “Há muitos profissionais a reformarem-se e centros de diagnóstico pneumológico a fechar”, alerta a médica, em declarações ao JN.

Só em 2018, registaram-se 34 casos de tuberculose infantil – 4 deles foram considerados graves. Em três dos casos graves, as crianças tinham indicação para receber a vacina mas isso não aconteceu “porque os profissionais de saúde não estão a aplicar os critérios corretamente”.

A vacina deve ser dada a crianças com menos de 6 anos (a partir dessa idade já não produz efeito) provenientes de países com elevada incidência da doença (como Angola) ou as crianças cujos pais estejam infetados com o vírus da sida. Caso os pais tenham tido um historial de tuberculose, então os filhos também devem ser vacinados. Para facilitar a vida aos médicos e enfermeiros, “está disponível uma aplicação informática para médicos e enfermeiros e que diz se é elegível ou não”.

Isabel Carvalho lembra que “não evita a tuberculose, mas a sua gravidade”.No entanto, a responsável afasta a possibilidade de a vacina voltar a ser dada a toda a população, uma vez que a incidência é muito baixa. No ano passado, registaram-se 1703 casos da doença em Portugal.

Tiago Caeiro

Fonte: Saúde Online

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