“Encerramento dos centros comerciais aos domingos custaria 20% do emprego”

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martinrp / Flickr

O presidente da Associação Portuguesa de Centro Comerciais (APCC), António Sampaio de Mattos, alerta que o encerramento de superfícies comerciais ao domingo custaria “20% dos empregos atuais”.

“O impacto [do encerramento dos centros comerciais ao domingo] seria que muito próximo de 20% dos empregos atuais acabavam”, diz António Sampaio de Mattos, em entrevista ao Jornal de Negócios esta segunda-feira publicada.

“Dizem, para defender o encerramento, que no centro comercial as pessoas que trabalham não têm fins de semana. É evidente que as pessoas que trabalham nas lojas dos centros comerciais têm cinco dias de trabalho, como todos os outros portugueses”, explica.

“O que não têm é dois dias de descanso ao sábado e ao domingo. Também calha ao sábado e ao domingo, mas em rotação. Mas isto acontece com os médicos, com os enfermeiros, com os transportes, com a polícia, com uma infinidade de atividades que têm o mesmo problema”, afirma o presidente da APCC.

António Mattos lembra ainda que o encerramento ao domingo teria também impacto na faturação. “É evidente que alguma dessa não faturação poderia ser distribuída por outros dias, mas não é toda. E o domingo é o terceiro dia da semana em vendas de um centro comercial. O melhor dia é o sábado, o segundo é a sexta-feira e o terceiro é o domingo. Os outros dias da semana são piores do que estes dias”, diz.

Na mesma entrevista,António Sampaio de Mattos defende não existirem centros comerciais a mais em Portugal. “Há os centros que se ajustam à realidade. Prevejo que o aparecimento de novos terá de passar pelo fim de alguns, o que poderá acontecer”.

“O futuro próximo, atual já, será de renovações em simultâneo com ampliações nalguns casos. Há centros comerciais em Portugal que já têm 15 ou 20 anos e que precisam de ser remodelados porque o seu tempo passou. Em termos de aspeto, de visual, de decoração”, remata o responsável.

O eventual encerramento do comércio ao domingo – que inclui grandes superfícies e centros comerciais – começou a ser discutido depois de o Bispo do Porto ter defendido a iniciativa. D. Manuel Linda criticou, no fim de abril, o “novo esclavagismo da laboração contínua”. “Os países mais ricos do mundo não abrem supermercados ao domingo“.


Fonte: ZAP

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