Garcia de Orta compromete-se com contratação direta de 3 pediatras

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“A primeira reunião que este novo conselho de administração teve foi com o serviço de pediatria, primeiro com o doutor Anselmo Costa [diretor demissionário da pediatria e da urgência pediátrica] e depois com todo o serviço. O compromisso assumido vai na sequência de conselho garantir três contratos diretos de médicos pediatras e, no próximo concurso, que não é só de pediatras, garantir quatro vagas para a pediatria”, disse Luis Amaro.

O representante falava na Comissão de Saúde, na sequência de um requerimento do PSD para obter esclarecimentos sobre as “atuais condições de funcionamento, em especial no serviço de pediatria e urgência pediátrica, e assim conhecer as medidas tomadas para garantir a qualidade e segurança nos cuidados prestados às crianças e jovens que ali acorrem”.

De acordo com Luis Amaro, a ministra da Saúde, Marta Temido, também se comprometeu com a administração da unidade hospitalar (distrito de Setúbal) em relação às vagas para a contratação de pediatras. “Três contratos estão aprovados. O trabalho a seguir, e que já encetámos, foram as entrevistas com pediatras para os cativar a vir trabalhar connosco”, adiantou.

Luis Amaro reconheceu que na pediatria “o número de médicos é diminuto, sendo o reforço fundamental”, mas reconheceu que não pode garantir que as “contratações são efetivas” – depende de os médicos quererem ou não ficar no hospital.

O administrador apontou ainda a necessidade de o serviço se “reestruturar” de forma a permitir “aos novos pediatras desenvolverem novos projetos no sentido de os fixar na pediatria”.

“Não tenho dúvidas de que, se proporcionarmos uma série de projetos que conciliem pediatria geral com novos projetos e possibilidade de virem a integrar valências mais diferenciadas no serviço de pediatria, será mais fácil de cativar”, sublinhou.

Luis Amaro defendeu igualmente que as “situações menos graves” possam ser atendidas nos cuidados de saúde primários pelos médicos de clínica geral ou de família.

Apesar de reconhecer “as dificuldades existentes, já que há muitos utentes sem médico de família atribuído”, o administrador afirmou que os médicos das unidades de saúde familiar estão aptos para atender entre “50% e 60% das situações que recorrem aos serviços de urgência”.

“Aquilo que se pretende é que as situações fiquem a montante e não cheguem às urgências hospitalares”, disse.

Para o responsável, é “uma necessidade imperiosa a construção de três centros de saúde” na margem sul do Tejo, na região de Lisboa, dois dos quais na zona da Amora (Seixal) e no Feijó (Almada), de forma a que os utentes sem médico de família possam deixar essa condição.

“Há 14 novos médicos de medicina familiar que vão sair e só vão ser colocados [na zona] seis ou sete, porque não há espaço” onde possam exercer, explicou, reiterando que, se as novas unidades forem construídas, “a pressão no hospital iria ser menor”.

Luis Amaro lembrou ainda que, apesar de ter sido noticiada a possibilidade de fecho das urgências pediátricas durante o mês de abril, tal não se veio a registar e nunca a saúde dos utentes esteve ameaçada.

Em 04 de abril, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) advertiu que a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta estava em risco de encerrar a partir de 13 de abril, devido à falta de médicos.

Seis dias depois, a administração referiu que estavam a ser tomadas medidas para combater a falta de médicos na urgência pediátrica, garantindo serviços mínimos, com três especialistas.

Na altura, a Comissão de Utentes da Saúde do Conselho do Seixal alertou para a falta de pediatras no Hospital Garcia de Orta e defendeu reabertura dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) nos centros de saúde do concelho.

LUSA

Fonte: Saúde Online

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