Cirurgias em risco por atrasos nos pagamentos do SNS aos privados – ZAP

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(CC0/PD) Piron Guillaume / unsplash

Há médicos em hospitais privados a ameaçar recusar fazer cirurgias a doentes enviados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) devido a falta de pagamentos desde 2017.

O Serviço Nacional de Saúde tem de enviar os doentes para serem operados nos privados quando não consegue cumprir o tempo mínimo de resposta. No entanto, o atraso no pagamento pode pôr em risco estas cirurgias, avança o jornal Público esta sexta-feira, partindo do exemplo do Hospital da Ordem Terceira Chiado, em Lisboa.

O diretor deste hospital, José Domingos Vaz, refere que este não é caso único no país. A verdade é que a redução dos tempos máximos de resposta tem obrigado os hospitais do SNS a enviar cada vez mais doentes para os hospitais privados, por falta de resposta atempada.

O matutino adianta que, só em 2017, foram emitidos 118.696 vales de cirurgia, um valor que foi quase o dobro do ano anterior. Mas há cirurgias que ficam por pagar, e são os privados quem paga a fatura.

“Além da equipa de enfermeiros e médicos, é preciso material e os fornecedores obrigam a um pagamento de 60 dias”, explicou o diretor clínico do hospital lisboeta, adiantando que os hospitais do SNS devem àquele hospital mais de seis milhões de euros, relativos a 3.250 cirurgias.

Depois da cirurgia realizada, o hospital remete o processo para a Administração Regional de Saúde (ARS) que o avalia. “Só quando a ARS valida o processo é que podemos enviar a fatura ao hospital de origem para pagamento. Ora, o que está a acontecer é que a ARS vai retendo faturação e demora a validar“, denuncia José Domingos Vaz.

O último pagamento do SNS que aquele hospital recebeu é relativo a cirurgias efetuadas no ano de 2017. Segundo o responsável, só no primeiro trimestre deste ano, o hospital realizou 561 operações enviadas pelo Serviço Nacional de Saúde. Entre 2017 e 2018, foram quase quatro mil cirurgias.

Esta situação tem levado médicos do hospital provado a recusar fazer estas cirurgias. “Tive casos de otorrinos e neurocirurgiões que já não fazem”, conta.

Em resposta ao Público, o Ministério da Saúde afirmou não ser “possível a consolidação da informação” sobre os pagamentos em todos os hospitais do SNS.


Fonte: ZAP

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