Hospital de Loures bloqueia consultas a médicos para evitar multas do Estado

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O Sindicato dos Médicos da Zona Sul acusa o administração do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, de «bloquear a agenda dos médicos, obrigando à marcação exclusivamente de primeiras consultas e impedindo a marcação de consultas subsequentes, durante 30 dias por ano, caso se preveja que o número total de primeiras consultas seja inferior ao contratualizado anualmente com o Ministério da Saúde».

«Trata-se de uma manobra na qual a administração da PPP, por motivos económicos, impõe a realização de primeiras consultas aos médicos, desrespeitando os critérios clínicos, ao contrário do que aconselhariam os bons cuidados em saúde», denuncia aquele sindicato da Federação Nacional dos Médicos num comunicado .

Na informação divulgada é ainda referido que «a PPP de Loures está contratualmente obrigada a que pelo menos um terço do total de consultas realizadas sejam primeiras consultas, sob pena de, se não o cumprir, ficar sujeita a multas», acrescentando aquela estrutura sindical que «as primeiras consultas são melhor remuneradas pelo Estado para a Sociedade Gestora do Hospital de Loures, pertencente ao Grupo Luz Saúde, do que as consultas subsequentes».

«Independentemente do número de consultas realizadas, a regra do “bloqueio” das agendas médicas aplica-se a todas as especialidades, mesmo aquelas que previsivelmente cumpram o contratualizado, para que possam colmatar “a falta” de outros serviços», sublinha o SMZS, que apela à realização de uma auditoria pelas entidades competentes».

Entretanto, o conselho de administração ( CA ) do hospital já negou as acusações, respondendo que está a «cumprir escrupulosamente» o que foi acordado com o Estado e que até fazem mais consultas do que o que está previsto no contrato.

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«O Hospital Beatriz Ângelo tem entendido ser fundamental assegurar os melhores cuidados à população, realizando, por isso, todos os anos, um número de consultas muito superior (mais de dois milhões de euros em consultas acima do contratado, entre 2015 e 2018). E, quando o número de primeiras consultas ou de consultas subsequentes é excedido, o hospital referencia os seus doentes para hospitais centrais da área de Lisboa», como o Hospital de Santa Maria, diz o CA citado pelo jornal Público.

Fonte: Univadis

 

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