APDP, o lugar onde a Diabetes e as crianças são tratadas por tu

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A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) assenta o seu funcionamento em quatro vertentes:

1- vertente clínica, onde pode aceder a várias especialidades (entre as quais, consultas de pediatria, cardiologia, pé diabético, oftalmologia, entre outros);

2- a vertente de investigação;

3- a vertente associativa (visto tratar-se de uma associação de doentes com esta patologia);

4- a vertente de formação informativa ou de técnicas de tratamento e diagnóstico (existem cursos para pais de crianças ou jovens com Diabetes, profissionais de saúde, professores e restante equipa escolar, para os próprios diabéticos).

A Saúde Online foi conhecer a sua Ala Pediátrica falar com a Dra. Raquel Coelho, Diretora do serviço de Pediatria da APDP e Pediatra, especialista na Diabetes Tipo 1 na Criança e no Jovem para tentar desmistificar algumas ideias erradamente pré-concebidas.

Sala de espera da Ala Pediátrica da APDP

Diabetes Tipo 1: o que é?

“A Diabetes Tipo 1, que ocorre mais frequentemente em idade pediátrica (apesar de poder ocorrer em qualquer idade, acontece maioritariamente em crianças, adolescentes e jovens adultos), é uma doença crónica, autoimune, ou seja, em que o sistema imunitário do próprio destrói as células pancreáticas que produzem insulina, o que origina o chamado défice de insulina e, consequentemente, a elevação da glicemia e aparecimento da Diabetes”, esclarece a Dra. Raquel Coelho.

Sintomas

Relativamente aos sintomas que podem levar os pais a considerar a Diabetes um hipotético quadro clínico, a especialista em pediatria explicou que “as principais manifestações iniciais são o aumento da quantidade e frequência das micções, que, na criança, pode acontecer durante a noite, com o despertar para fazer ‘xixi’ ou o voltar a urinar na cama, quando tal já não acontecia; a sede intensa, tendo como consequência o aumento da ingestão de líquidos; é também frequente haver uma fome intensa, mas, apesar disso, perda de peso. Pode manifestar-se também através da falta de força, irritabilidade e vómitos”. Além disso, é possível que haja “repercussões no diz respeito a infeções recorrentes (infeções fúngicas vaginais recorrentes, por exemplo)”, adianta.

Contudo, quando o diagnóstico é efetuado mais tardiamente, pode existir uma “maior descompensação metabólica mais significativa”, o que fará “surgir sinais de desidratação grave, como vómitos, prostração, mucosas secas, uma respiração rápida e alterações da consciência”, esclarece.

O objetivo, explica a pediatra, “é que os pais e os cuidadores estejam alerta para os sintomas mais típicos e, caso se verifique alguma destas queixas, fazer uma avaliação da glicemia [glicose no sangue]”.

 

Como é efetuado o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através de um rastreio, no qual se mede a dose de glicose numa punção capilar (na ponta do dedo). Caso o resultado dê positivo para a Diabetes tipo 1, os pais devem, posteriormente, confirmar o mesmo através de uma análise de sangue ou de urina.

diabetes

“Se se confirmar o diagnóstico de Diabetes, a criança deve ser rapidamente observada”, sendo de extrema importância que o “tratamento com insulina seja instituído o mais precocemente possível”.

Conta que a maior parte das crianças que se dirigem à APDP “já vêm com o diagnóstico da Diabetes”, estando algumas ainda na “fase inaugural – pouco tempo após o diagnóstico –“, vindo orientadas de outros hospitais. No entanto, existe também quem se desloque algum tempo após o diagnóstico, com o propósito de “procurar apoio e seguimento da associação, quer porque os hospitais de onde são encaminhadas não têm consultas especializadas de Diabetes, quer para vir pedir uma segunda opinião”.

A especialista em pediatria explica o que faz com os seus pequenos ou jovens pacientes:

“Costumo dizer aos meus meninos que os objetivos de vida são os mesmos, com ou sem Diabetes, que o que querem fazer e o empenho com que realizam cada tarefa para alcançar o sucesso deve ser igual. Apenas nos temos de adaptar ao tratamento e às complicações que podem surgir no dia-a-dia.”

 

Reação dos pais e crianças à doença

“O diagnóstico de uma doença em idade pediátrica tem um grande impacto no jovem e na sua família”, explica. “Sobretudo na fase inicial em que ainda não existe o conhecimento necessário para ultrapassar os desafios que vão surgindo no dia-a-dia”, esclarece, enfatizando mais uma vez a importância da educação terapêutica.

A médica esclarece que “quanto maior for a capacidade dos pais e dos restantes cuidadores de lidar com as situações do dia-a-dia, mais tranquilos vão estar e mais capazes de ultrapassar os desafios da [agora diferente] rotina diária”.

 

Quais os tipos de tratamentos disponíveis?

De acordo com a pediatra, “a Diabetes Tipo 1 implica tratamento com insulina que pode ser assegurado através de múltiplas administrações diárias, com canetas de insulina ou através das bombas de insulina – um sistema que faz uma perfusão contínua subcutânea de insulina durante 24 horas”.

A Bomba de insulina é um tratamento mais fisiológico”, no qual é possível “imitar o que o pâncreas consegue fazer num indivíduo sem Diabetes – produzir insulina. Já com as canetas é bastante mais difícil de o fazer”. Essa é uma das grandes diferenças entre as bombas e as canetas de insulina.

A bomba permite, de acordo com a especialista, “um melhor controlo metabólico, havendo menor risco de hipoglicemias graves”, sendo, portanto, na sua opinião, “uma mais-valia no tratamento”.

O objetivo, quer das canetas quer das bombas de insulina, “é permitir que a glicemia esteja num nível considerado adequado durante a maior parte do tempo”.

 

Nutrição, um bem-me-quer e não mal-me-quer

Dentro da ala pediátrica, a APDP dispõe de várias consultas de especialidade, entre as quais se destacam a nutrição e psicologia.

Como refere a Dra. Raquel Coelho, “a educação terapêutica na Diabetes é fundamental”, devendo esta ser “multidisciplinar, envolvendo a equipa médica, equipa de enfermagem, equipa de nutrição e, muitas vezes, o apoio da psicologia”, sendo isso verificado na Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.

Portanto, “existe a possibilidade e, habitualmente assim acontece, de, no mesmo dia, a criança ser observada pelo médico, enfermeiro, nutricionista e psicólogo”, explica.

A par disso, são também realizados, sempre que possível, “exames complementares de diagnóstico, como análises e rastreio de complicações oculares”.

Esta panóplia de consultas e exames de diagnóstico acontece normalmente no dia da consulta, até porque, como a própria especialista em pediatria diz “a área de influência da APDP estende-se por todo o todo o território nacional e ilhas”, querendo isto dizer que existem crianças que vêm de outras cidades propositadamente para marcar presença na consulta.

Voltando novamente à educação terapêutica, é ainda importante ressalvar que a importância desta se deve ao facto de a dose de insulina ter de ser ajustada, devido a fatores como “a glicemia, a ingestão alimentar, nomeadamente aos hidratos de carbono que são ingeridos e à atividade física”, esclarece a pediatra.

Restrição alimentar: é mesmo necessária?

Tal como na restante população pediátrica, “a criança com Diabetes Tipo 1 deve ter uma alimentação saudável e um estilo de vida saudável”. Ou seja, a sua alimentação deve ser adequada de forma a “permitir um crescimento e desenvolvimento normal com um aporte calórico adequado à sua idade e às suas necessidades”.

Portanto, é importante ter uma alimentação saudável, sim, mas tal não quer dizer que tenha de ser restritiva. Resumidamente, estas crianças e jovens podem comer doces, “desde que de uma forma regrada, havendo a preocupação de adequar a dose de insulina aos hidratos de carbono [presentes nos bolos ou doces]”, não havendo, portanto, a necessidade de os inibir de comer um doce, de quando em vez, como se passa com qualquer outra criança.

Na Diabetes tipo 2, como “existe uma certa resistência à ação da insulina”, explica Raquel Coelho, a situação é diferente. Contudo, adverte que esta “tende a ocorrer em idades mais tardias”, estando esta associada, “com muita frequência, à obesidade”, sendo, nesse caso, fundamental a alimentação. Visto estar frequentemente relacionada com a Obesidade, na Diabetes tipo 2, e contrariamente ao que se verifica na Diabetes tipo 1, é fulcral controlar o peso, havendo “a necessidade de restringir os hidratos de carbono” e incentivando para a prática de atividade física. Por outro lado, outra diferença entre os dois tipos de Diabetes é o tratamento. Na Diabetes tipo 2 o tratamento é oral – “comprimidos que vão melhorar a ação da insulina”, havendo casos em que também é prescrita a toma de insulina.

Conclusão: Apesar de na Diabetes tipo 1 (frequente em crianças), a alimentação ser importante, é na Diabetes tipo 2 que esta “faz parte do tratamento”.

É possível que as crianças evoluam da Diabetes tipo 1 para a Diabetes tipo 2?

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Apesar de esta ser uma bastante dúvida comum, a verdade é que as crianças diagnosticadas com Diabetes Tipo 1 não evoluem para Diabetes tipo 2, uma vez que se tratam de “dois processos totalmente diferentes”, como nos explica a Dra. Raquel Coelho:

A Diabetes Tipo 1 decorre da destruição das células do pâncreas que produzem insulina através da produção de anticorpos pelo seu sistema imunitário, que, por sua vez, que vai destruir essas células e daí se verificar o défice de insulina. A etiologia ainda não está totalmente esclarecida, mas há uma maior prevalência em indivíduos geneticamente suscetíveis e que estão expostos a alguns fatores ambientais, alimentares, vírus, entre outros que podem originar a doença. Por outro lado, na Diabetes tipo 2 existem fatores de risco bem identificados, nomeadamente a obesidade. Portanto, se tivermos uma alimentação saudável e um estilo de vida igualmente são conseguimos reduzir a probabilidade de um indivíduo adulto vir a desenvolver Diabetes Tipo 2”.

Uma das principais diferenças entre as duas formas da doença é que a Diabetes tipo 2 pode ser prevenida, enquanto a Diabetes tipo 1 é uma doença autoimune e pode aparecer sem causa aparente.

No entanto, e “devido ao aumento de peso e obesidade nas crianças, a Diabetes Tipo 2 têm vindo a aumentar” nesta faixa da população (crianças e jovens) um pouco por todo o mundo, alerta.

Apesar de a idade ser um fator que pode ajudar a identificar o quadro clínico mais facilmente, “a verdade é que a Diabetes Tipo 2 também pode surgir em idades mais precoces”, explica, não significando isso que seja uma evolução da Diabetes Tipo 1, uma vez que ambas acontecem devido a diferentes fatores.

Ainda que, em termos globais, esteja a aumentar a prevalência da Diabetes Tipo 2 nas crianças, “em Portugal, ao contrário de outros países, como os EUA, a maioria das crianças têm o diagnóstico de Diabetes tipo 1”, declara.

 

Que as complicações que podem advir da doença?

Das situações agudas, “a mais frequente é a hipoglicemia – quando a glicemia desce abaixo do valor que consideramos normal (70 mg/dL)”.

Nessas situações”, continua, “o tratamento deve ser imediato”, mas esclarece que “é uma complicação do dia-a-dia”, não constituindo perigo “desde que o tratamento seja efetuado devidamente. Não deve ser encarada com grande preocupação, exceto se forem hipoglicemias muitos frequentes ou hipoglicemias graves”.

As complicações da Diabetes a longo prazo são já mais expressivas. Nestas incluem-se órgãos tão essenciais como “os olhos (cegueira), os rins e o coração (enfartes agudos do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais).”

No entanto, o risco de complicações a longo prazo diminui consideravelmente “desde que haja um adequado controlo metabólico desde tenra idade”.

Contudo, é essencial, “rastrear estas complicações de modo a que sejam detetadas precocemente”, permitindo assim acesso ao tratamento também numa fase inicial da doença, o que irá, consequentemente, evitar a sua progressão.

Ou seja, para além da evolução dos tratamentos da doença, também os cuidados têm sofrido uma constante melhoria. A médica faz questão de elucidar que, “em idade pediátrica, estas complicações são muito raras”.

“O objetivo é que as crianças mantenham um bom controlo metabólico que permita minimizar, de uma forma muito significativa, estas complicações e também o seu impacto no seu dia-a-dia e na sua vida social, familiar, escolar e também no seu desenvolvimento e crescimento – que deve ser normal”, clarifica.

 

O mesmo diagnóstico em idades diferentes: Qual a diferença?

Nas crianças mais pequeninas, “os cuidados estão totalmente dependentes dos pais e/ou de outros cuidadores. Em idade pediátrica, as crianças e jovens passam uma grande parte do seu tempo na escola – entre 30 e 35 horas por semana –, o que implica que a escola deva também ter capacidade para dar continuidade ao tratamento que estas crianças e jovens precisam”.

É precisamente por esse motivo que “a comunicação entre a criança/o jovem e a sua família, e entre a equipa de saúde e a escola deva ser privilegiada e fácil”. Há que envolver a escola neste processo com “um objetivo comum que é o bem-estar da criança”, facilitando assim a plena integração da criança nas atividades curriculares e extracurriculares. Este é um ponto bastante “importante, porque a criança pequena quando vai para a escola fica totalmente dependente das pessoas que desta instituição fazem parte”, explica dizendo ainda que este é um dos aspetos que mais preocupa os pais, motivo pelo qual “a articulação entre todos os cuidadores da criança é tão importante”.

Independentemente da idade há sempre uma consciência desta nova situação, porque a Diabetes implica uma mudança na rotina do dia-a-dia. Obviamente que a reação de uma criança com 5 anos ou de um adolescente é diferente, porque estão em fases totalmente diferentes da sua vida. São só 10 anos que separaram uma criança de 5 de um adolescente de 15 anos, mas na realidade estamos a falar de pessoas com um desenvolvimento muito diferente”, explica.

A alteração da rotina no dia-a-dia ocorre quer na criança pequena quer no adolescente ou jovem. “O modo como se adapta à situação é que é diferente”, mas tal não quer dizer que seja mais fácil para a criança do que para o adolescente, explica a especialista. No entanto, esclarece que na adolescência, sendo esta uma fase da vida de adaptação, crescimento e de aquisição de autonomia, o tratamento e a mudança da rotina diária pode ser um desafio, uma vez que são necessárias regras – regras essas difíceis de cumprir neste período da vida”, o que “pode dificultar o controlo metabólico do jovem” – pode comprovar-se através de dados que podem ser constatados em diversos estudos científicos.

Além disso, também as doses de insulina variam “consoante a fase da doença, as características individuais e ao longo do dia, em que são necessários ajustes de insulina, de acordo com a glicemia, com a ingestão alimentar (consumo de hidratos de carbono) e com a atividade física”, continua.

Enaltece, porém, que “é necessário que o adolescente esteja motivado e empenhado” para desempenhar certas tarefas inerentes à condição com que se depara daqui em diante, como a contagem dos hidratos de carbono.

“O apoio psicológico deve ser disponibilizado e pode ser muito importante na adaptação à doença. É um dos aspetos do tratamento que pode ter grande relevância”, especialmente na faixa etária em que decorre a adolescência, uma vez que a motivação e o cumprimento das recomendações dos profissionais de saúde é fundamental para que se consiga alcançar os objetivos terapêuticos.

 

A escola e a Diabetes Tipo 1: o desconhecimento e a necessidade de aprendizagem

Crianças na sala de aula

“A Diabetes tipo 1 é uma das doenças crónicas mais prevalentes em idade pediátrica e, segundo o Observatório Nacional da Diabetes, os dados de 2016 existem 3180 crianças e jovens com idade até aos 19 anos com esta doença”. Já “a nível mundial, estima-se que cerca de 80 mil crianças e jovens sejam diagnosticados com Diabetes. Portanto, não é assim tao raro”, reitera.

É provável que algumas escolas tenham “algum ou alguns doentes, mas existem escolas onde existe apenas uma ou mesmo nenhuma criança com Diabetes”. Assim sendo, esta é uma doença com a qual o corpo docente e não-docente não tem contacto, precisando, portanto, de “tal como os pais e restantes cuidadores, aprender do que se trata, quais os tratamentos e os cuidados a ter, até porque existe tendência para comparar a Diabetes Tipo 1 com a Diabetes Tipo 2, diz.

Mais uma vez, volta a frisar que a educação terapêutica pode ajudar a desmistificar algumas noções que os profissionais do setor académico têm sobre a doença.

“As equipas de saúde escolar devem formar a escola nestes aspetos, sendo também importante salientar que existem cursos de formação para as equipas escolares a decorrer regularmente aqui na APDP, comenta. Estes decorrem ao longo do ano e são gratuitos. As escolas apenas têm de se inscrever para fazer o curso de formação.

Além destas formações, “as equipas de saúde escolar têm acesso a um plano de saúde individual para cada uma destas crianças e jovens que permite, no fundo, pôr em prática o plano terapêutico”, havendo dessa forma a tal articulação entre os cuidados de saúde primários, a equipa de Diabetes, a família e a escola, tão importante como foi acima mencionado.

Formações da APDP, mais do que aprender trata-se de conviver

Sessão de formação para pais e cuidadores de crianças com Diabetes tipo 1

“A APDP tem um programa de formação estruturado quer para a criança, quer para os familiares (pais e restantes cuidadores), quer para a escola” e está aberto a todos aqueles que, de alguma forma, tenham contacto com esta enfermidade.

Isto é, de acordo com a médica, o essencial para o sucesso da terapêutica, sendo ainda importante frisar que, numa fase inicial, o papel dos pais é fulcral na “transmissão [à escola e a todos os que privam com a criança] da informação que lhes foi fornecida”. Não obstante, essa “passagem de testemunho” não substitui de forma alguma a formação.

As informações das formações, bem como o próprio planeamento das mesmas estão disponíveis numa página online da associação. Para realizar a inscrição, basta apenas enviar um email ou telefonar a demonstrar interesse numa ou várias formações.

“É bem-vinda toda a população, independentemente do local onde são seguidas”, afirmou a Dra. Raquel Coelho.

Reforça que a adesão tem sido crescente, especialmente por parte do corpo docente, declarando que “os cursos tiveram de passar a ser mais regulares e o feedback tem sido muito bom”.

Para além das ações de formação, existem ainda várias iniciativas recreativas, como por exemplo os campos de férias para crianças e jovens. “Estas iniciativas têm um caráter recreativo e são uma oportunidade de partilha de experiências entre pessoas com a mesma condição, o que é muito importante na adaptação”, diz a pediatra, esclarecendo ainda que “estas iniciativas têm um papel muito importante [no desenvolvimento e integração social e cultural das crianças e jovens nos seus meios]”.

Este ano, o campo de férias decorre entre 4 e 9 de agosto na Quinta do Crestelo, em Seia. “Para estas jovens, é uma oportunidade de aprenderem, de se divertiram e de conviverem”, esclarece a especialista.

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), fundada em 1926 pelo Doutor Ernesto Roma, médico que trouxe a insulina dos EUA e introduziu-a em Portugal através da associação (que, nesse tempo longínquo, se designava “Associação Protetora dos Diabéticos Pobres”). O seu objetivo era a distribuição gratuita deste medicamento para todos aqueles que, por qualquer motivo, não o podiam adquirir, uma vez que era um fármaco muito dispendioso.

Erica Quaresma

Fonte: Saúde Online

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