Hospital de Beja pioneiro no sul do país em técnica que trata problema cardíaco

epa06260113 Dr. Husam (L) performs surgery with a consultation from another doctor via a messaging app, with his team at a unit of the Damascus Countryside Specialized Hospital in Douma, Syria, 11 October 2017 (issued 12 October 2017). Due to the complexity of treating the patient, a one-day old child suffering from a rare congenital birth defect called Esophageal Atresia, Dr. Husam contacted a pediatric surgeon living outside of Syria to provide guidance via a vido messaging app, allowing the consulting surgeon to view the operation with the aid of a live video feed. Due to the deteriorating security situation in eastern al-Ghouta, there are no pediatric surgeons available, and the aid of a specialist from outside of Syria was neccesary to aid the child. EPA/MOHAMMED BADRA
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O hospital de Beja realizou hoje a primeira ablação de fibrilhação auricular pela técnica de crioablação no sul de Portugal, tornando-se “pioneiro” na região no procedimento “minimamente invasivo” para corrigir esta perturbação do ritmo cardíaco.

Num comunicado enviado à imprensa, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) informa que o seu Serviço de Cardiologia, situado no hospital de Beja, realizou, na passada sexta-feira, a primeira ablação de fibrilhação auricular pela técnica de crioablação na região sul.

Este procedimento, realizado no hospital de Beja, “passa agora a dispor desta opção de tratamento”, foi tratado o primeiro doente com esta técnica no sul de Portugal.

Trata-se de um procedimento “minimamente invasivo” que é utilizado para corrigir, através do isolamento elétrico das veias pulmonares na aurícula esquerda, a perturbação do ritmo cardíaco conhecida como fibrilhação auricular.

A intervenção foi realizado por uma equipa multidisciplinar composta pelo cardiologista Luís Moura Duarte, pela anestesista Luísa Elisiário, pelo electrofisiologista João de Sousa e pelo cirurgião cardíaco Javier Gallego, além de enfermeiros e técnicos de cardiopneumologia e radiologia da ULSBA.

A fibrilhação auricular é a anomalia mais comum do ritmo cardíaco e mais frequente à medida que se envelhece, refere a ULSBA, indicando que se estima que “afete cerca de 1% da população” e que se observa em 5% das pessoas com mais de 65 anos e em 10% com mais de 80 anos.

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Segundo o cardiologista Luís Moura Duarte, citado no comunicado, a fibrilhação auricular “aumenta o risco” de insuficiência cardíaca e de acidente vascular cerebral (AVC) e é um “fator de risco para o desenvolvimento de demências”.

“É uma condição que aporta custos para a população e, por isso, é com orgulho que o hospital de Beja passa agora a ser um centro que vem ajudar a tratar esta patologia”, afirma Luís Moura Duarte.

A ablação pela técnica de crioablação neutraliza os impulsos elétricos anormais do tecido cardíaco e “pode ser a solução para tratar a fibrilhação auricular quando não está controlada pela medicação”, explica a ULSBA.

SO/Lusa

Fonte: Saúde Online

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