Hospitalização Domiciliária no Oeste ultrapassa mil visitas em dois meses

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As equipas das Unidades de Caldas da Rainha (distrito de Leiria) e de Torres Vedras (distrito de Lisboa) “já prestaram cuidados de saúde no domicílio a um total de 54 doentes, realizaram 1.011 visitas e percorreram 12.832 quilómetros”, divulgou o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) num balanço sobre a valência de Hospitalização Domiciliária, a funcionar desde o dia 3 de junho.

Em comunicado, o CHO especificou que, nestes dois primeiros meses de atividade das equipas “foram avaliados 154 doentes, dos quais foram admitidos 54 e excluídos 100 por não reunirem os critérios clínicos, sociais ou geográficos solicitados”.

As patologias mais frequentes tratadas pelas equipas “estão relacionadas com infeções do trato urinário e do trato respiratório”, refere o comunicado, adiantando que os doentes internados na Unidade de Hospitalização Domiciliária foram “24 do género masculino e 30 do género feminino”.

A média de idades dos doentes rondou os 70 anos, sendo que doente mais jovem tinha 25 anos e mais velho 98 anos, segundo os dados divulgados pelo CHO.

Devido às suas características geográficas (por integrar os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche), o CHO tem em funcionamento duas equipas de Hospitalização Domiciliária, uma na Unidade Hospitalar de Caldas da Rainha e outra na Unidade Hospitalar de Torres Vedras.

As equipas multidisciplinares são compostas por médicos, enfermeiros, assistentes técnicas, uma gestora, assistentes sociais, farmacêuticas e nutricionistas.

Está em funcionamento todos os dias do ano, durante 24 horas por dia, visando garantir “o mesmo nível de qualidade e segurança que o internamento convencional nos cuidados prestados ao doente”, concluiu o comunicado.

O projeto arrancou com 10 camas de hospitalização domiciliária, cinco das quais na área de influência do hospital de Torres Vedras e outras cinco na área do das Caldas da Rainha.

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Em declarações à agência Lusa, a presidente do Conselho de Administração do CHO, Elsa Baião, estimou na altura que as equipas pudessem tratar este ano, cada uma, “uma centena de doentes”.

Um número que, admitiu, “é muito pouco” face aos mais de 13 mil doentes internados em 2008 nos dois hospitais, pelo que espera em 2020 “alargar o projeto a, pelo menos, 10 camas em cada lado”.

O CHO integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche (que nesta primeira fase não tem nenhuma UHD).

Tem uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra, num total de mais de 300 mil pessoas.

SO/LUSA

Fonte: Saúde Online

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