87,5% de idosos de estruturas residenciais no distrito de Coimbra foram vítimas de quedas

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Um estudo desenvolvido, no último ano letivo (2018-2019), junto de quase três centenas de cidadãos com idade avançada que habitam 13 estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI) no distrito de Coimbra, veio revelar que 87,5% desses seniores sofreram quedas no período em análise, sendo que grande parte deles caiu duas vezes.

De acordo com este estudo quantitativo, que incidiu sobre 272 pessoas de uma faixa etária compreendida entre os 65 e os 100 anos de idade, a residirem em instituições onde estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) têm ensinos clínicos, as principais consequências para esta população idosa decorrentes das quedas de que foram vítimas consistiram em fraturas (em 20,2% da amostra), feridas (11%) e traumatismos cranianos (3,3%).

Os resultados do estudo, coordenado pelo professor da ESEnfC, Alberto Barata, são esta tarde apresentados durante o 9º Colóquio Envelhecimento, Saúde e Cidadania, organizado pela ESEnfC (instalações do Polo, na Avenida Bissaya Barreto, freguesia de Santo António dos Olivais).

Alberto Barata, que dissertará pelas 14h30 sobre esta temática, recomenda, por isso, que sejam adotados programas de prevenção de quedas, que incidam simultaneamente em aspetos organizativos, cognitivos e de funcionalidade.

Sobre causas e consequências das quedas na população sénior, estratégias de prevenção deste problema e perigos associados às quedas nos espaços hospitalares, em estruturas residenciais para pessoas idosas, ou em unidades de cuidados continuados, falam, hoje, os especialistas convidados para o 9º Colóquio Envelhecimento, Saúde e Cidadania: docentes (da ESEnfC, da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro e das escolas superiores de enfermagem de Lisboa e do Minho), enfermeiros (do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, do Centro Hospitalar de Setúbal e do Centro de Saúde da Mealhada – USF Caminhos do Cértoma) e uma representação da Cáritas Diocesana de Coimbra.

De acordo com os objetivos do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes (PNSD) 2015-2020, pretende-se reduzir, anualmente, em 50%, o número de quedas nas instituições do Serviço Nacional de Saúde, que são o principal incidente registado com doentes em ambiente hospitalar.

Segundo dados da Direção-Geral da Saúde, entre 2015 e 2017 foram notificadas 22799 quedas de doentes nos hospitais. Em 2017, 87% dos hospitais e agrupamentos de centros de saúde implementavam práticas para a prevenção de quedas, estimando-se (PNSD) que, até 2020, sejam 95% os estabelecimentos nestas condições.

LUSA/SO

Fonte: Saúde Online

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