CUF investe quatro milhões de euros em novo equipamento para tratar o cancro

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Já está em pleno funcionamento o novo acelerador linear do Serviço de Radioterapia no Hospital CUF Descobertas, fruto de um investimento de cerca de quatro milhões de euros na aquisição de equipamentos de última geração, nomeadamente um novo acelerador linear de radioterapia e uma nova Tomografia Computadorizada (TC) de planeamento.

“Este investimento é reflexo da contínua aposta da CUF em garantir exigentes padrões de qualidade clínica, no diagnóstico, tratamento e monitorização de doenças oncológicas”, refere Gonçalo Fernandez, Coordenador de Radioterapia na CUF Instituto de Oncologia Sul.

Estima-se que cerca de metade dos doentes que sofrem de cancro são indicados para o tratamento com radioterapia. O novo acelerador linear permite administrar uma elevada intensidade em menos sessões de radioterapia e uma maior precisão na destruição do tumor com a poupança dos tecidos próximos – o que tem sido apontado como o principal avanço nos equipamentos de radioterapia. A sofisticação das novas tecnologias contribui também para a diminuição dos efeitos secundários desta terapêutica.

“Um dos aspetos mais diferenciadores deste equipamento de radioterapia é o seu sistema de calibração detalhada do acelerador, fazendo ajustes automáticos para maior fiabilidade no controlo de todo o equipamento”, evidência Gonçalo Fernandez.

A nova TC, com o seu anel de grandes dimensões, torna possível deitar os doentes em posições mais confortáveis e menos exigentes para se executarem os tratamentos de radioterapia. Com a melhor tecnologia disponível no mercado, estes equipamentos permitem também controlar e avaliar, através de imagem guiada, os efeitos dos tratamentos ao longo das sessões.

O Coordenador de Radioterapia na CUF Instituto de Oncologia Sul revela ainda que: “o antigo acelerador linear de Radioterapia foi doado à ART – Associação Portuguesa de Radioterapeutas para efeitos educacionais no aperfeiçoamento das bases teórico práticas da especialidade de Radioterapia.” O que é, segundo Filipe Cidade de Moura, Presidente da ART: “Uma ideia original, tendo em conta que os equipamentos de radioterapia em fim de vida, são normalmente desmantelados e transformados em sucata”.

Neste caso, “no que diz respeito ao destino final do hardware, a ART estabeleceu contactos com a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, que irá disponibilizar o espaço necessário à exposição dos vários componentes, visível à sociedade e comunidade científica. Os restantes dispositivos em funcionamento, como software e dispositivos auxiliares, poderão ser utilizados em laboratório para o desenvolvimento de conhecimentos, aptidões e competências dos alunos e profissionais que frequentem o curso ou especialização em Radioterapia” partilha o Presidente da ART.

O Serviço de Radioterapia da CUF Instituto de Oncologia, no Hospital CUF Descobertas, recebe mais de 750 doentes oncológicos por ano, de todos os pontos do país. Doentes e familiares contam, assim, com a mais recente tecnologia, em complemento à experiência e disponibilidade de uma equipa multidisciplinar composta por médicos radioncologistas subespecializados nos diferentes tipos de cancro, técnicos radioterapeutas, físicos, enfermeiros, assistentes e administrativos.

MMM/CI

Fonte: Saúde Online

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