Princípios para a Inserção de Acessos Vasculares

Os catéteres venosos centrais (CVC) permitem uma abordagem adequada em pacientes que necessitam de intervenções terapêuticas complexas, especialmente em regime de urgência e emergência, unidades de cuidados intensivos ou enfermaria geral.

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Até aos trabalhos de Werner Forssmann (1929), os conhecimentos de hemodinâmica e funcionamento do coração e vasos eram adquiridos apenas em experiências com animais.

No Homem, estes estudos limitavam-se à medição da pressão arterial periférica nas veias superficiais facilmente acessíveis.

Tudo isto mudou quando Werner Forssmann experimentou com sucesso (e em si próprio) a introdução de um catéter pela veia cubital até à aurícula direita.

Estava assim demonstrado que a cateterização feita em animais era possível em humanos. Contudo, foi encarada com cepticismo pois muitos consideravam que o processo era perigoso e não deveria ser aplicado. Foi com os desenvolvimentos posteriores e a publicação, por Cournand e Richards, de relatos bem sucedidos de cateterização cardíaca em humanos que ganhou aprovação como técnica. Em 1953, Sven-Ivan Seldinger desenvolveu uma técnica de colocação de catéter vascular que contribui de forma indubitável para o aprofundamento do conhecimento do sistema venoso.

Os catéteres venosos centrais (CVC) permitem uma abordagem adequada em pacientes que necessitam de intervenções terapêuticas complexas, especialmente em regime de urgência e emergência, unidades de cuidados intensivos ou enfermaria geral.

Indicações
a) Administração de terapêutica (ex.: soros, vasopressores, quimioterapia, nutrição parentérica) quando a administração por via periférica é impossível ou inapropriada.

b) Monitorização hemodinâmica invasiva (ex.: pressão venosa central ou da artéria pulmonar).

c) Colocação de pacemaker transvenoso provisório.

d) Colocação de acesso vascular para realização de técnica de substituição renal.

Contra-indicações

As contra-indicações são, em regra, relativas (excepto a recusa do paciente) e dependem da urgência e das alternativas de acesso venoso. De forma geral, as mais importantes são: infecção cutânea, traumatismo ou fractura na vizinhança do local da punção, trombocitopenia e alterações da coagulação impossíveis de corrigir. Existem ainda especificidades de local como, por exemplo, doentes com bócio difuso (veia jugular), sob ventilação mecânica se positive end-expiratory pressure (PEEP) elevada ou presença de hemotórax ou pneumotórax não drenados no lado contralateral (veia subclávia) ou existência de hérnias inguinais (veia femural).

Veja as orientações para inserção de acessos vasculares e as marcas anatómicas.

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