Quanto tempo sobrevive a Covid-19 em diferentes superfícies?

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Um estudo publicado no Journal of Hospital Infection , a 31 de janeiro, concluiu que o Covid-19 pode sobreviver entre horas a dias em diferentes superfícies

A desinfeção recorrente das mãos é uma das medidas mais vezes aconselhadas no combate à pandemia de Covid-19. Todavia, não é só através do toque humano que o novo coronavírus se dissemina. Neste momento, também as superfícies com que se contacta devem ser um motivo de preocupação.

Um estudo publicado no Journal of Hospital Infection, a 31 de janeiro,concluiuque a Covid-19 pode sobreviver entre horas a dias em diferentes superfícies, que tenham sido tocadas por doentes infetados, continuando assim a ser um foco de contágio. Outro estudo, publicado na semana passada por cientistas do Instituto Nacional de Saúde, de Princeton, e da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, diminui o tempo de persistência, mas deixa o mesmo aviso.

Segundo o estudo publicado em janeiro, no alumínio, a uma temperatura de 21ºC, o novo coronavírus resiste até oito horas; em PVC ou cerâmica (azulejos) persiste até cinco dias. Um inocente livro emprestado por alguém pode ajudar a disseminar a doença: à temperatura ambiente, o vírus poderá sobreviver entre quatro a cinco dias no papel. No plástico (ou objetos deste material), numa temperatura dos 21ºC aos 25ºC, o vírus resiste até cinco dias. Vidro e madeira: quatro dias. Metal: cinco dias.

Os resultados do estudo publicado no início do ano, quando o impacto da Covid-19 ainda só se fazia sentir na China, são, contudo, apenas valores indicativos. Tratam-se de tempos de persistência testados em laboratório, ou seja, podem existir “diferenças significativas para a duração em ambientes não-controlados”, avisam os autores do estudo.

“Os coronavírus humanos podem permanecer infecciosos em superfícies inanimadas, a uma temperatura ambiente, por até nove dias. A uma temperatura de 30ºC ou mais, a duração da persistência é mais curta. Há casos de coronavírus [detetados em animais] que podem persistir por mais de 28 dias. A contaminação devido ao toque frequente em superfícies em ambientes hospitalares é, portanto, uma fonte potencial de transmissão”, apontam os investigadores.

O estudo norte-americano – o mais recente – chegou a conclusões ligeiramente diferentes, pelo menos no que toca aos tempos de persistência. Em papelão, o vírus poderá, afinal, sobreviver até 24 horas; em plástico e metal, cerca de três dias.

Nos hospitais portugueses, a Direção-Geral da Saúde tomou como valores indicativos os resultados do primeiro estudo. Foi afixada uma tabela com uma resumo desta investigação, juntamente com a duração recomendada para uma inativação eficaz do vírus com diferentes produtos, do Etanol a 70º (10 minutos) aos toalhetes Clinell (1 minuto).

Fonte : https://expresso.pt/coronavirus/2020-03-17-Quanto-tempo-sobrevive-a-Covid-19-em-diferentes-superficies-

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