COVID-19: encontrado anticorpo que bloqueia 100% a infecção viral

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A cada semana que passa as esperanças de uma vacina ou tratamento que acabe com a COVID-19 parecem aumentar. Dos últimos avanços há a destacar a empresa biofarmacêutica Sorrento que poderá ter encontrado um avanço significativo no potencial tratamento ao SARS-CoV-2, o vírus que leva à COVID-19.

A empresa divulgou detalhes da sua investigação pré-clínica e anunciou que encontrou um anticorpo que fornece “100% de inibição da infeção pelo vírus SARS-CoV-2 de células saudáveis ​​após quatro dias de incubação”.

Anticorpo STI-1499 poderá deter o SARS-CoV-2 e acabar com a COVID-19
Os resultados são de um estudo pré-clínico que ainda precisa ser submetido a revisão dos pares. Foi um estudo de laboratório in vitro (ou seja, não num ser humano real). Contudo, não deixa de ser um desenvolvimento promissor, pois a empresa continua a trabalhar na produção de um “cocktail” de anticorpos que poderá fornecer proteção contra o novo coronavírus SARS-CoV-2, mesmo que haja mutações no vírus.

O laboratório americano diz acreditar que este anticorpo, rotulado como STI-1499, destacou-se entre milhões de candidatos pesquisados na sua extensa biblioteca de anticorpos humanos, pela sua capacidade de bloquear completamente a interação da proteína do espigão do SARS-CoV-2 com o alvo recetor celular humano. Isso significa que impede que o vírus se ligue à célula saudável do hospedeiro, o que leva à incubação e infeção.

A natureza da eficácia do anticorpo significa que a Sorrento, atualmente, acredita que será o primeiro anticorpo a ser incluído no cocktail em desenvolvimento. Segundo esta empresa, este será composto por um grande número de anticorpos diferentes que demonstram eficácia no bloqueio da ligação da proteína espigão (spike) do vírus.

Assim, serão fornecidas várias vias de proteção projetadas para permanecerem eficazes, mesmo que o vírus sofra uma mutação na transmissão de pessoa para pessoa ou dentro do mesmo indivíduo.

Mutações do vírus podem ser mais um grande desafio
Uma das grandes questões pendentes, em que os investigadores estão atualmente a trabalhar para responder, é o quão mutagénico é realmente o SARS-CoV-2. Isto, porque tem sido apontada por muitos estudos a alta capacidade de mutação de muitos coronavírus, tal como sabemos que acontece com o grupo comum. Isso poderá mostrar uma tendência a sofrer mutações rapidamente, dificultando o desenvolvimento de curas e tratamentos duradouros.

O COVID-SHIELD da Sorrento visa solucionar isso através de uma potente mistura de diferentes anticorpos. Assim, o medicamento pretende fornecer uma proteção contra diferentes estirpes do vírus.

A biofarmacêutica californiana já está a discutir com os órgãos reguladores sobre como agilizar o desenvolvimento deste potencial tratamento. Além disso, está a preparar a estratégia para aumentar a sua capacidade de produção, com o objetivo de produzir até um milhão de doses ao mesmo tempo, procurando a aprovação da FDA (órgão regulados americano) para o seu uso.

Definitivamente, vale a pena advertir que, provavelmente, nenhum tratamento ou vacina será uma “bala mágica” no tratamento de SARS-CoV-2 ou COVID-19. Contudo, este é mais um passo em direção ao desenvolvimento promissor de uma terapia.

O valor das ações da empresa dispararam para uma subida de 153%, depois deste anúncio.

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