Movimento cívico apresenta 10 medidas urgentes para reforçar o SNS

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O movimento propõe ainda o “projeto 10 milhões de Portugueses – mais literacia, mais prevenção, mais participação”, reorganizar os serviços hospitalares em unidades de cuidados integrados e centros de responsabilidade integrados e um aumento do financiamento do SNS na ordem dos 7,5% ao ano, nos próximos cinco anos.

Ana Paula Martins frisou que são apenas 10 medidas, mas que são “necessárias para que o Serviço Nacional de Saúde e o sistema nacional de saúde responda aos portugueses”.

“Todos sabemos – estamos preocupados – que um impacto como tivemos agora pela pandemia na saúde tem muitas muitos efeitos na economia, tem muitos efeitos no país, e se o país precisa de retomar na economia também precisa de retomar na saúde”, defendeu a bastonária dos farmacêuticos, sublinhando que não se pode continuar “a olhar só para a pandemia”.

“E é muito esse grito de alerta que nós hoje aqui trazemos genuinamente porque acreditamos que, se não o fizermos agora, daqui a dois ou três meses será tarde, porque efetivamente nós temos muitos desafios e temos muita gente que ficou para trás”, nomeadamente os doentes que viram as suas consultas e tratamentos parados devido à pandemia.

A necessidade destas medidas também foi reforçada pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, afirmando que “neste momento” são urgentes e que serão apresentadas “dentro de pouco tempo” ao Ministério da Saúde e aos deputados.

As propostas vão ser debatidas também com várias instituições da sociedade civil, com os cidadãos e com as associações de doentes porque “o objetivo no fundo é dar um contributo positivo para reforçar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde”.

“Esta é a altura apropriada para o fazer, contrariamente àquilo que se possa pensar”, vincou Miguel Guimarães.

Para o bastonário, a valorização dos profissionais de saúde é uma das propostas fundamentais: “Só conseguimos ter o capital humano necessário no SNS se tivermos de facto uma política de contratação pública diferente daquela que tem sido utilizada nos últimos anos”.

Caso contrário, sustentou, “vamos continuar a ter milhares e milhares de médicos, enfermeiros e outros profissionais a optarem por trabalhar no setor privado ou irem para o estrangeiro e nós neste momento precisamos das pessoas no SNS”.

“Este é o momento em que nós temos que dizer sim ao Serviço Nacional de Saúde”, porque “queremos um SNS dez milhões de portugueses”, defendeu.

Fonte: Lifestyle Sapo

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