Se esteve infetado com o novo coronavírus, consulte um cardiologista antes de voltar a fazer exercício físico

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Ainda não é possível saber todos os efeitos a longo prazo do vírus que provoca a Covid-19, mas estudos apontam que os efeitos no sistema respiratório e no coração podem afetar o desempenho e resistência física das pessoas recuperadas. Como tal, a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deixaram um alerta: se esteve infetado, procure um cardiologista antes de voltar a fazer exercício físico.

 

No documento, que incluiu orientações para o retorno à prática de exercício físico e desporto, as entidades de saúde lembram que “a lesão cardíaca parece ser uma característica proeminente da doença [de Covid-19], ocorrendo em 20% a 30% dos pacientes hospitalizados e contribuindo para 40% das mortes”.

Mas que efeitos pode ter vírus no coração? Em primeiro lugar, o agente patogénico pode alojar-se no músculo cardíaco e danificar as células do órgão. Em segundo, o vírus causa desregulações inflamatórias que prejudicam várias partes do corpo humano. “Esses processos podem levar a uma miocardite, com o surgimento de áreas com cicatrizes e fibroses que estão relacionadas a arritmias”, explica o médico Marcelo Leitão, ex-presidente da SBMEE e um dos autores do documento, citado pela BBC. Estima-se que cerca de 20% das mortes súbitas em vítimas com menos de 40 anos estejam relacionadas com quadros de miocardite.

Por isso, a SBMEE e a SBC deixam orientações tanto para o público geral, como para os atletas profissionais. Primeiro é necessário esperar no mínimo 14 dias sem ter qualquer sintoma da infeção para se considerar curado. “E o isolamento vale não apenas para a prática desportiva, mas para o convívio com outras pessoas”, alerta o médico.

Terminado o período de isolamento, deverá recorrer a um cardiologista. Se só teve sintomas leves da doença, recomenda-se que faça um exame físico e um eletrocardiograma. Nos casos mais graves, outros exames complementares — como a avaliação dos níveis de troponina, um ecodopplercardiograma ou até uma ressonância magnética — são recomendados.

Se os exames não acusarem qualquer tipo de complicação, pode voltar a praticar exercício, mas, tal como alerta outra autora do documento, “geralmente o paciente precisa de ficar entre três e seis meses de repouso e fazer algumas reavaliações nesse meio-tempo para ver como a situação evolui”.

Quanto a voltar à prática é essencial que tenha cuidado inicialmente. “O retorno precisa de ser gradual e vale fazer um fortalecimento muscular antes de partir para o treinamento aeróbico, como correr ou andar de bicicleta”. Os especialistas recomendam ainda que os exames médicos sejam repetidos num período de três meses após ter recuperado da doença.

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