Lisboa recruta para acelerar inquéritos epidemiológicos atrasados

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António Cotrim / Lusa

A Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo quer recrutar profissionais ligados à saúde, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, higienistas orais e dentistas para realizarem inquéritos epidemiológicos.

Os médicos de saúde pública não estão a conseguir dar conta de todos os relatórios epidemiológico, principalmente depois de os casos de covid-19 terem disparado na região de Lisboa e Vale do Tejo.

De acordo com Ricardo Mexia, presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Saúde Pública, ouvido pelo Diário de Notícias, “há milhares de inquéritos epidemiológicos para concluir” e, assim, “não é possível interromper as cadeias de transmissão”.

Esta situação levou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale Tejo (ARSLVT) a lançar um novo recrutamento para profissionais, de preferência da área da saúde, interessados em desempenhar esta tarefa. O recrutamento terá sido lançado esta semana e o seu anúncio já está a ser veiculado através da rede WhatsApp.

“A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo está a recrutar licenciados, de preferência das áreas da saúde (psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, higienistas orais, dentistas…) para fazer inquéritos epidemiológicos. Contratos a termo incerto (até ao fim da pandemia), 35h/semanais e ordenado ilíquido de 1205,48 euros. O currículo deve ser enviado para o e-mail [endereço eletrónico de uma funcionária da ARS]”, lê-se na mensagem que está a circular entre profissionais de saúde.

A mensagem refere ainda que, em “alguns casos, trata-se de teletrabalho, não exigindo a presença em Lisboa”.

Questionada pelo DN, a ARSLVT confirmou que está a decorrer um novo processo de recrutamento. Segundo a região, desde o verão, “têm sido contratadas pessoas licenciadas para o Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da COVID-19 em Lisboa e Vale do Tejo (GRIS), com vista à realização de inquéritos epidemiológicos ou atividades com eles relacionadas”. Até esta altura, já foram contratadas “39 pessoas”.

Neste momento, “encontra-se a decorrer um novo processo de recrutamento que, por estar muito no início, se torna prematuro avançar com mais dados”.

Já o Presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública disse desconhecer este processo de recrutamento. “Acho bem que recrutem, já o deviam ter feito há mais tempo”.

Ricardo Mexia defendeu que “os inquéritos epidemiológicos são uma tarefa complexa que deve ser reservada para profissionais diferenciados“, mas argumenta que se “outros profissionais fizerem a parte administrativa e os contactos necessários à vigilância ativa, tarefas que não exigem diferenciação, que isso já libertaria médicos e enfermeiros para fazerem o que é essencial nas unidades e no combate à pandemia. A carga burocrática é tremenda”.

Segundo o DN, existem cerca de 350 especialistas em saúde pública, que têm como funções a realização dos inquéritos epidemiológicos através dos quais é possível interromper as cadeias de transmissão. Além disso, colocam em várias plataformas diferentes toda a informação recolhida relativamente aos casos positivos e em vigilância.

Em dezembro, o Ministério da Saúde abriu 462 vagas para a contratação de médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública e na área hospitalar.

Fonte: ZAP

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