Miranda do Corvo: Hospital tem 55 camas. Continua sem receber doentes

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Unidade totalmente equipada está pronta há mais de um ano mas continua fechada. Ministra da Saúde diz que não há recursos humanos.

O Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, está concluído e equipado há mais de um ano e meio, mas ainda não abriu portas para receber doentes. A estrutura conta com 55 camas.

O Hospital Compaixão representou um investimento de cerca de 10 milhões de euros, suportados quase na totalidade pela Fundação Assistência para o Desenvolvimento e Formação Profissional (uma instituição sem fins lucrativos), que contou apenas com um apoio de 800 mil euros do município de Miranda do Corvo (ainda não totalmente liquidados).

Projetada para servir a zona do Pinhal Interior, a unidade está dotada de uma área de urgência, setor de consultas de ambulatório com especialidades médicas e de internamento, além dos serviços de imagiologia médica (TAC, RX e Ecografia) e de análises clínicas.

A unidade está sem funcionar por falta de um acordo de cooperação com Ministério da Saúde.

“A partir do momento em que o hospital comece a funcionar poderá beneficiar do acordo no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) para a realização de cirurgias, e de outras convenções em vigor”, diz a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC)

Até ao momento, a direção da Fundação ADFP tem acusado o Ministério da Saúde de não assinar convenções que viabilizem a abertura da unidade hospitalar. Já a ARSC garante que já tentou chegar a um entendimento com a Fundação ADFP para ali instalar uma unidade de cuidados continuados integrados mas não houve acordo.

“Dada a inexistência de recursos humanos no referido equipamento, considera a ARSC que não é da responsabilidade da administração central contratar médicos, enfermeiros e demais recursos humanos para colocar um hospital privado a funcionar”, disse aquela entidade à RTP.

Também a ministra da Saúde fala em carência de recursos humanos. “Não há um hospital onde há camas e onde há espaço, isso não é um hospital. Paremos de enganar os portugueses. Há enfermeiros para mandar para lá? Há médicos para mandar para lá? Não há. Houvesse e seria isso que faríamos agora”, respondeu a ministra.

SO

Fonte: Saúde Online

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