A morte da mulher mais tóxica da História continua a ser um mistério

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1 min de leitura

Jyn Meyer / freeimages

A morte de Gloria Ramirez é um dos casos médicos mais misteriosos das últimas décadas. Em 1994, a paciente com cancro deu entrada no Riverside General Hospital, nos Estados Unidos, e deixou mais de 23 pessoas doentes.

Gloria Ramirez deu entrada no Riverside General Hospital na noite de 19 de fevereiro de 1994 e sofreu uma paragem cardíaca assim que chegou ao estabelecimento de saúde. A mulher tinha cancro do colo do útero.

Depois de uma enfermeira ter recolhido amostras de sangue da paciente, um forte cheiro a amoníaco começou a proliferar na sala e a amostra de sangue adquiriu uma aparência incomum, como se tivesse cristais brancos.

Segundo o IFL Science, vários profissionais de saúde começaram também a sentir-se nauseados e a apresentar alguns sintomas comuns, como desmaios, convulsões, dificuldade respiratória e vómitos.

O portal escreve que o número de pessoas afetadas por estes estranhos sintomas varia de relatório para relatório. Em 1995, no entanto, a revista Discover relatou que um total de 23 dos 37 membros da equipa de emergência tiveram, pelo menos, um sintoma.

Naquela noite, o hospital decidiu evacuar as emergências, atendendo os restantes pacientes no parque de estacionamento. Gloria Ramirez acabou por falecer de insuficiência renal causada pelo cancro do colo do útero.

A “mulher mais tóxica” da História

As primeiras notícias avançadas pela comunicação social davam conta de que os médicos e enfermeiros tinham sido envenenados por gases nocivos emitidos pelo corpo da paciente. A família de Gloria Ramirez defendia, no entanto, que aquela “história elaborada” servia apenas para encobrir eventuais falhas do hospital.

As autópsias do corpo de Ramirez e as investigações no hospital não esclareceram o fenómeno.

Mais tarde, em 1997, um grupo de cientistas voltou a analisar o misterioso caso e chegou a uma explicação improvável, mas possível.

No artigo científico publicado na revista Forensic Science International, os investigadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, conhecido pelo desenvolvimento de armas nucleares, detalham uma longa e complicada reação em cadeia que poderia explicar o surto naquela noite.

No fundo, a equipa suspeita de que Gloria Ramirez pode ter usado sulfóxido de dimetilo como um remédio caseiro para a dor. O tratamento pode ter reagido com o oxigénio administrado pelos médicos e formado a dimetil sulfona.

Este produto químico é conhecido por cristalizar à temperatura ambiente, o que poderia explicar os cristais observados na amostra de sangue.

Por sua vez, os choques elétricos da desfibrilação poderiam ter convertido a dimetil sulfona em sulfato de dimetilo, um gás altamente venenoso e corrosivo.

A explicação parece complexa, mas não é de todo impossível. Há, porém, uma forte probabilidade de o mistério permanecer sem solução.

Liliana Malainho Liliana Malainho, ZAP //

Fonte: ZAP

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