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Enfermeiros contra vacinação nas farmácias. “Não é opção”, diz sindicato

Plano de imunização deve ser executado pelos profissionais do SNS, defende o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Foto: Expresso

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) manifestou-se contra a possibilidade de a vacinação contra a covid-19 ser alargada às farmácias, defendendo que o plano de imunização deve ser executado pelos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Não é opção o plano de vacinação ser alargado às farmácias”, salientou a estrutura sindical em comunicado, ao preconizar que a administração das vacinas contra o vírus SARS-CoV-2, “seja pela possibilidade de efeitos adversos, mas principalmente pelos registos obrigatórios, deve acontecer com as medidas de segurança impostas pela Direção-Geral de Saúde”.

Segundo o SEP, o plano de vacinação contra a covid-19, iniciado em 27 de dezembro de 2020 e que está na fase 1 de execução, é para ser “concretizado dentro do SNS e com os seus profissionais”.

O sindicato defendeu ainda que, no âmbito da vacinação em massa dos portugueses, prevista para se iniciar em abril, o plano deve prever o exato número de centros de vacinação e onde vão estar localizados, assim como o objetivo de vacinação diária de cada um destes espaços.

“O Ministério da Saúde deve, em articulação com as administrações regionais de saúde e agrupamentos de centros de saúde, fazer o levantamento de quantas equipas de enfermeiros são necessários para atingir o objetivo predefinido”, adiantou o SEP, que defendeu que o Governo deve “de imediato efetivar todos os enfermeiros” em situação laboral precária.

O SEP considerou também um “desperdício” a possibilidade de autarquias contratarem enfermeiros para os centros de vacinação, uma vez que, não havendo profissionais disponíveis no mercado, a “opção seria contratar horas de trabalho de enfermeiros que já exercem noutras instituições”.

Em entrevista à agência Lusa em 18 de março, o coordenador da ‘task force’ para o plano de vacinação revelou que a segunda fase do processo vai ficar marcada pela ativação de centros de vacinação rápida, farmácias e um novo ‘website’ para autoagendamento.

Na ocasião, o vice-almirante Gouveia e Melo disse que está já prevista para abril, quando se iniciar a segunda fase, a criação de postos de vacinação rápida ou massiva e o lançamento de uma nova página de Internet, ficando as farmácias reservadas para quando se detetarem limitações no sistema de administração de vacinas perante a maior disponibilidade esperada no segundo trimestre.

Já hoje, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde adiantou serão necessários 2.500 enfermeiros para a segunda fase de vacinação e que não haverá falta destes profissionais nos postos de vacinação.

“Serão necessários cerca de 2.500 enfermeiros para esta tarefa. Com certeza, quer dentro do Serviço Nacional de Saúde quer fora, nós teremos capacidade para este número de enfermeiros”, afirmou António Lacerda Sales.

LUSA

Fonte: Saúde Online

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