Plano de testagem vai abranger 8.000 pessoas na UTAD

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Com o regresso às aulas presenciais previsto para segunda-feira, o vice-reitor para a área do Ensino, José Luís Mourão, disse que a UTAD arranca na quinta-feira com o rastreio a “toda a comunidade”, ou seja, docentes, investigadores, funcionários e alunos que retomem as atividades.

A testagem será feita através dos testes rápidos de antigénio, vai decorrer em colaboração com a Cruz Vermelha Portuguesa e envolverá os docentes do curso de Enfermagem.

Serão testadas, segundo José Luís Mourão, cerca de 8.000 pessoas e o processo deverá prolongar-se pelas próximas três semanas.

A testagem é voluntária, embora recomendada, e o posto de testagem na UTAD será colocado no edifício da biblioteca.

O “Programa de testagem CVP – Ensino Superior” foi planeado pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) e pela Direção-Geral da Saúde (DGS), e insere-se na implementação de uma estratégia de rastreio no reinício das atividades presenciais nas instituições científicas e de ensino superior, levada a cabo em articulação com a Cruz Vermelha Portuguesa.

Quanto ao ensino, o vice-reitor salientou que serão presenciais todas as aulas em que isso for possível, no entanto, apontou algumas limitações no que diz respeito às turmas grandes e em que as salas não têm capacidade para acolher os alunos cumprindo as regras do distanciamento físico.

Nestas circunstâncias, segundo o responsável, “manter-se-á algum ensino à distância”.

A prioridade neste regresso vai ser dada às aulas práticas, onde as turmas são mais pequenas.

“A universidade vai continuar a aplicar todas as medidas que já tinha implementado no plano de emergência, nomeadamente as desinfeções mais regulares e atempadas, o uso obrigatório da máscara, o distanciamento e a separação das entradas e saídas, ou seja, todas as regras que são agora comuns”, referiu.

Também hoje a UTAD anunciou que vai integrar a Rede de Laboratórios Científicos para Situações de Emergência e Riscos de Saúde Pública, através do Laboratório Genetics4U, liderado pela investigadora Raquel Chaves.

Esta rede vai integrar 23 laboratórios científicos de vários pontos do país e o acordo foi assinado na segunda-feira.

Raquel Chaves referiu que este protocolo foi assinado na altura em que se assinala o primeiro aniversário do programa “Heróis dos Testes”, que lançou um processo de testagem preventiva de diagnóstico à Covid-19 em lares de idosos e reforçou a “importância da academia e laboratórios de investigação no apoio à comunidade”.

No laboratório da UTAD foram analisados “mais de 30 mil testes ao vírus SARS-CoV-2”.

Na segunda-feira, o distrito de Vila Real contabilizava 60 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus.

De acordo com o boletim mais recente da DGS, em Portugal, morreram 16.923 pessoas dos 828.173 casos de infeção confirmados.

LUSA/HN

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