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Madeira admite começar a aligeirar medidas mesmo sem atingir 85% na vacinação

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“Se tudo se mantiver como agora e, penso que não vai haver grandes alterações mesmo na Festa da Flor, depois vamos fazer [aligeirar as medidas] de forma gradual”, declarou Miguel Albuquerque, à margem de uma visita a uma empresa em Câmara de Lobos.

O chefe do executivo madeirense salientou que depois de o mais recente boletim regional da vacinação contra a Covid-19, com dados que se reportam à passada sexta-feira, ter indicado que 81% da população residente na Madeira tem a vacinação completa, os 83% deverão ser alcançados até ao final desta semana.

“Vamos atingir os 83%, porque temos cerca de 5.000 pessoas recuperadas com uma vacina e que ainda não foram incorporados na vacinação completa”, argumentou, referindo que se equiparam estes cidadãos a quem já tem as duas doses.

Miguel Albuquerque sublinhou que “está a demorar muito mais” do que o previsto atingir os 85%, a denominada imunidade de grupo na região, que estava perspetivada para o final de setembro, devido às pessoas que “têm receios” em relação à vacina, o que opinou ser “natural, porque o medo faz parte da natureza humana”.

Porém, reforçou, é preciso “alcançar essa meta” dos 85% e as autoridades regionais estão a “fazer um esforço gigantesco, porque tentar convencer as pessoas não é fácil”.

“Não podemos obrigar”, disse, alertando que estas pessoas precisam entender que a vacina é “a melhor forma de se protegerem a si e aos que estão próximo” e realçando que alguns “têm um conjunto de ideias completamente absurdas relativamente a esta questão”.

Por isso, o presidente do Governo Regional afirmou que para já as medidas preventivas e restritivas serão mantidas: “Não vou alterar nada até fazermos avaliação do que se vai passar na Festa da Flor”, disse, argumentando que a Madeira ainda está a registar entre 10 e 15 casos por dia, sendo necessário “manter a situação até haver todo o conforto e segurança”.

A Festa da Flor, um forte cartaz turístico da região, vai realizar-se este ano em outubro.

Miguel Albuquerque reafirmou que, como a região “ainda tem casos a ocorrer todos os dias”, é necessário “manter alguma serenidade, ver como é que as coisas se vão processar nas próximas semanas e, depois, se tudo decorrer como até agora, fazer um desconfinamento, mas sempre gradual e cuidado”.

As autoridades de saúde, indicou, estão a aguardar a autorização do organismo europeu para “iniciar a vacinação de cerca de 80 mil pessoas de grupos de risco” com a terceira dose, o que inclui idosos, pessoas com patologias associadas, pessoal da Proteção Civil, da saúde e ligados aos serviços sociais”.

LUSA/HN

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