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Pais e professores cabo-verdianos querem “tirar a máscara” durante novo ano letivo

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“Inclusive, vi hoje nas notícias que em Portugal o uso de máscara deixa de ser obrigatório no exterior, a não ser se há aglomeração de pessoas. Penso que o mesmo deve ser adotado em Cabo Verde, para sairmos desta afronta da máscara na cara e vivermos como dantes”, perspetivou à Lusa Emanuel Reis, que foi levar o filho a uma escola primária da Várzea, na cidade da Praia.

O aluno do 4.º ano teve que regressar à casa porque, afinal, a sua turma funciona à tarde, mas o pai espera um ano letivo diferente do anterior, apesar de ainda estarmos a viver em pandemia do novo coronavírus.

Emanuel Reis saúda a medida de carga horária completa e toda a turma presencial, numa média de 30 alunos por turma, entendendo que assim é “mais benéfico”, tanto para os alunos como para os professores.

“Quando os alunos estão todos juntos é uma mais-valia do que separá-los para irem à escola dia sim, dia não”, entendeu este pai, natural da Várzea, antes também de começar mais um dia de trabalho.

Quem também acaba de deixar o filho do 2.º ano na escola é Elias Pires, mas na Terra Branca, com a expectativa que este ano letivo que começa hoje seja melhor do que o anterior.

“Com fé em Deus, espero que esta pandemia acaba”, vaticinou este pai, morador no bairro vizinho de Alto Glória, que também não vê a hora de retirar a máscara facial.

“Mas antes de retirar a máscara é para todos nós contribuirmos para que esta pandemia acaba mais depressa”, pediu Elias Pires, considerando que as crianças ficarão com mais atenção nas aulas sem máscara.

“Há problemas em qualquer lugar. A escola só é um lugar seguro se os pais tomarem os cuidados e não deixar tudo só para a escola”, entendeu o encarregado de educação, às pressas, tal como outros pais que iniciaram a rotina a levar os filhos à escolha depois de quase três meses de férias.

Maria da Luz é um dos cerca de seis mil professores que deram hoje às boas-vindas aos alunos em Cabo Verde, para um ano letivo onde deposita “grande expectativa”, com o início do retorno “à normalidade”.

“Espero ter melhor resultado durante este ano letivo do que no ano passado”, perspetivou a professora da escola primária Abela Djassi, na Terra Branca, que leciona o 4.º ano a alunos que acompanha desde o 1.º ano.

Quanto ao uso de máscaras, a professora reconheceu que será uma “boa oportunidade” de deixar de ser obrigatório, mas para isso pede a colaboração de todos.

“Acho que podemos”, traçou a professora, que confessa ter ainda “algum receio” com a carga horária completa e aulas presenciais com a turma interna, mas acredita que todos vão “regressar ao passado” e retomar o ritmo anterior à pandemia.

“Espero que os pais deem o seu máximo porque senão não teremos bons resultados. A educação é isso”, apelou.

Cerca de 130 mil crianças e jovens regressaram às escolas cabo-verdianas hoje, com carga horária completa e presencial.

Destes, cerca de 16.500 vão frequentar os jardins de infância, 83.500 no ensino básico obrigatório (do 1.º ao 8.º ano de escolaridade) e cerca de 30.000 no ensino secundário (do 9.º ao 12.º ano de escolaridade).

Devido à pandemia da Covid-19, as aulas presenciais em Cabo Verde foram suspensas em março de 2020, no final do segundo período desse ano letivo (2019/2020).

E foram retomadas em 01 de outubro de 2020 em todo o país, e um mês depois na cidade da Praia – que na altura registava um pico de contágios por Covid-19 -, mas por três dias por semana e com horários reduzidos.

Após dois anos letivos de condicionalismos devido à Covid-19, o ministro da Educação de Cabo Verde, Amadeu Cruz, disse que se inicia neste ano letivo o “plano de recuperação das aprendizagens”, que consiste na antecipação do início das aulas, prolongamento do final do ano letivo, e redução das interrupções letivas nas férias do Natal, Carnaval e da Páscoa.

Cabo Verde registava até domingo um acumulado de 36.588 casos do novo coronavírus desde 19 de março de 2020, dos quais 321 óbitos, 35.212 casos considerados recuperados da doença e tinha 1.031 casos ativos.

LUSA/HN

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