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Costa Não Considera Convincente que SNS Esteja um Caos Depois de Capacidade na Pandemia

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que “ninguém acha convincente” que o SNS, depois da capacidade de resposta à pandemia, esteja agora “a atravessar o caos”.

No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, referiu que “aquele Serviço Nacional de Saúde que há três meses era exemplar para todos”, hoje já toda a gente a diz “que se está a esboroar”, o que os liberais consideram estar a acontecer.

“Obviamente ninguém percebe nem ninguém acha convincente que o SNS, que quando teve que enfrentar a maior crise sanitária que o país teve, que teve que enfrentar uma pandemia em situação absolutamente dramática, foi unanimemente reconhecido como tendo a capacidade de responder, esteja agora, que passou a pandemia, a atravessar esse caos quando ainda nem a gripe chegou”, disse, na resposta, António Costa.

O primeiro-ministro devolveu uma pergunta a Cotrim Figueiredo: “acredita nisso ou estamos a assistir a um novo episódio das crianças a nascer nas autoestradas até à demissão do ministro Correia de Campos. Receio muito que assim seja”.

No entanto, para António Costa “há uma dimensão que é séria e que é real” e é por isso que o Governo prevê “continuar a investir no SNS”.

Em janeiro de 2008, António Correia de Campos apresentou o pedido de demissão do cargo de ministro da Saúde por considerar a sua substituição imediata “um elemento indispensável para restaurar a relação de confiança” entre cidadãos e o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

De acordo com a carta de demissão apresentada então ao primeiro-ministro, José Sócrates, Correia de Campos chegou à conclusão de que “não estão reunidas as condições” para continuar no Governo.

“Circunstâncias diversas complexas, mas cumulativas, estão a minar a relação de confiança que deve existir entre os cidadãos e o Serviço Nacional de Saúde (SNS), instituição ao meu cargo, e um dos mais válidos instrumentos de equidade social criados após o 25 de Abril”, escreveu António Correia de Campos.

O fecho de vários blocos de parto e de serviços de urgência mereceram nessa altura forte contestação dos autarcas e foram tema de vários protestos populares.

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