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Governo com dois pesos e duas medidas para negociar com profissionais da Saúde

O Presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE, Pedro Costa, lamenta que a ministra da Saúde tenha dois pesos e duas medidas no que respeita a negociar com os profissionais de Saúde. “Estranha-se e lamenta-se que a ministra Marta Temido queira reunir com sindicatos de outras classes profissionais na próxima semana, quando o seu secretário de Estado Adjunto da Saúde nos informou que as negociações apenas podem decorrer depois da aprovação do Orçamento de Estado para 2022”, critica o presidente do SE.

Pedro Costa espera que “haja um equívoco da parte do gabinete da ministra da Saúde”. Isto porque, em resposta ao Acordo de Compromissos entregue a 21 de setembro no Ministério, o secretário de Estado Adjunto da Saúde escreveu aos enfermeiros dando conta da vontade de o Governo em reunir, negociar e resolver as justas reivindicações dos enfermeiros. “Infelizmente, apesar de tanto elogio e tanta palmadinha nas costas, parece que só depois do Orçamento de Estado do próximo ano estar a aprovado é que há disponibilidade de agenda para receber os enfermeiros”, frisa.

A confirmar-se a reunião na próxima semana com estruturas sindicais de outras classes profissionais do SNS, Pedro Costa admite que “tal só irá reforçar o sentimento de injustiça que assola os enfermeiros e irá motivá-los ainda mais para a greve convocada para 3 e 4 de novembro”. O pré-aviso de greve, recorde-se, foi marcado para o período compreendido entre as 08 horas de dia 03 de novembro e as 24 horas do dia 04 de novembro.

“Estamos cansados de ser o parente pobre do SNS, aqueles que são publicamente elogiados e vangloriados, mas que, depois, na hora de discutir direitos laborais ficam sempre para último plano”, acrescenta o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE. Pedro Costa acrescenta que este “é um comportamento que revela a falta de consideração e de respeito pelos enfermeiros e pelos seus problemas”.

O responsável desta estrutura sindical teme que o Ministério da Saúde procure aproveitar as reivindicações de enfermeiros, médicos e farmacêuticos, depois de todos terem apresentado pré-avisos de greve, para reunir em momentos diferentes, antes e depois da aprovação do Orçamento, e, assim, retirar força reivindicativa a cada estrutura.

“Além disso, de que vale ao ministério anunciar que vai reforçar o orçamento para a Saúde em 700 milhões de euros se, na prática, esse dinheiro apenas vai servir para construir novos hospitais? Será que vão equipar os hospitais apenas com máquinas”, questiona ainda. Pedro Costa lamenta que “esteja a ser perdida uma oportunidade de aproveitar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência para resolver os verdadeiros problemas do SNS: a falta de recursos humanos e a correta valorização dos que já ali trabalham”.

Pedro Costa conclui que “até dia 03 de novembro ainda há muito tempo para o Ministério da Saúde reconsiderar a sua posição e reabrir a mesa de negociações com os enfermeiros”. “Da nossa parte haverá sempre disponibilidade para dialogar”, assegura o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE.

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