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Baixo Alentejo já pode colocar bombas de insulina em todos os diabéticos tipo 1

Em comunicado enviado à agência Lusa, a administração da ULSBA refere que as bombas de insulina começaram ontem a ser colocadas em três jovens no novo Centro de Tratamento de Dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina da sua Unidade Integrada de Diabetes, instalada no hospital de Beja.

O centro representa “um avanço clínico e tecnológico na ULSBA, neste mês de novembro dedicado à diabetes”, e “será uma mais-valia” para crianças, jovens e adultos do Baixo Alentejo com o tipo 1 daquela doença, frisa.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Unidade Integrada de Diabetes da ULSBA, Isabel Ramôa, frisou que, atualmente, aquele centro “é o único no Alentejo” que coloca bombas de insulina em pessoas com diabetes tipo 1 de todos os grupos etários, ou seja, crianças, jovens e adultos.

Atualmente, no Alentejo, além do novo centro da ULSBA, que “serve todos os grupos etários”, há um outro centro pediátrico no hospital de Évora que só coloca bombas de insulina em “crianças até aos 18 anos”.

Desde ontem, a ULSBA, através do centro, pode colocar bombas de insulina em crianças, mas também em jovens e adultos, “já que tem médicos pediátricos e de adultos incluídos no projeto”.

Segundo a administração da ULSBA, a criação do centro, que resultou de uma candidatura aprovada pelo Programa Nacional de Diabetes, foi “um processo complexo”, que implicou a formação específica e a organização de uma equipa, constituída por médicos, enfermeiros, nutricionista e psicóloga.

O centro da ULSBA começou ontem a funcionar com o início do processo de colocação de três bombas de insulina em três jovens, indicou Isabel Ramôa, explicando que o processo implica uma formação de três dias para cada utente “aprender a lidar com a bomba de insulina e ficar autónomo”.

Até ao final deste ano, o centro prevê colocar um total de oito ‘bombas de insulina’ em oito pessoas com diabetes tipo 1, ou seja, naqueles três jovens e também em quatro crianças e num adulto.

Segundo Isabel Ramôa, a ULSBA está “muito satisfeita” com a criação do centro no Baixo Alentejo e “por várias razões, entre as quais o gostar de perseguir a tecnologia, a inovação e o estado da arte em relação ao tratamento da diabetes para melhor tratar os seus doentes”.

Por outro lado, a ULSBA “está muito satisfeita” pelo facto de uma equipa se ter organizado e formado para criar o centro e “começar a colocar bombas de insulina com proximidade e qualidade a diabéticos tipo 1” no Baixo Alentejo.

As distâncias que habitantes do Baixo Alentejo com diabetes tipo 1 tinham de percorrer para lhes serem colocadas bombas de insulina “em grandes centros, como Lisboa, dificultavam o tratamento com aparelhos que precisam de formação”, frisou, sublinhado também que, “em Lisboa, há lista de espera para colocação” daqueles dispositivos

Através do centro da ULSBA, é possível “melhorar o tratamento e facilitar a vida” de habitantes do Baixo Alentejo com diabetes tipo 1 que “dependem de fazer múltiplas injeções de insulina ao longo do dia” e que, com as bombas, “já poderão controlar os níveis de glicemia no sangue com menos picadas e com mais precisão”, disse.

LUSA/HN

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