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Convenção da Saúde quer entidade independente a avaliar gestão da pandemia

“Uma avaliação, para ser credível e para ser útil, tem de ser bem feita, rigorosa e transparente. Se for feita por uma entidade independente, que se comprometa a fazê-la com todo o rigor e com toda a transparência, é mais bem aceite por todos os outros”, adiantou à Lusa Eurico Castro Alves.

Segundo o médico, este tipo de avaliação já está a ser efetuada em países europeus, como a Suécia e o Reino Unido, para perceber o que “aconteceu de mau, o que se pode corrigir, o que se vai fazer melhor no futuro perante situações semelhantes” à da pandemia da Covid-19.

“Um país que não se mede é um país que não se conhece a si próprio, diria mesmo que é um país irresponsável”, adiantou o presidente da CNS, uma plataforma que reúne perto de 170 entidades públicas, privadas e sociais ligadas a várias áreas de atividade da saúde.

Depois de salientar que a pandemia “ainda não acabou” e que existem várias incertezas sobre a sua evolução, Eurico Castro Alves considerou que esta entidade independente pode ser financiada por fundos públicos, mas “não pode ser nomeada pelo Governo”.

“Quando nós queremos avaliar o que aconteceu, verificar o que é que foi feito de errado, é sobretudo para melhorar as respostas do sistema, não é com intenção de crucificar ninguém”, assegurou o presidente da CNS.

No caso de Portugal, a CNS considera importante avaliar qual o impacto e a efetividade das medidas tomadas no controlo da pandemia na área da saúde.

Além disso, segundo este organismo, esta é também a altura para analisar quais as consequências do processo de gestão da Covid-19 no acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde e no grau de prontidão do sistema para responder às necessidades.

Outra das questões que a convenção considera necessário aferir tem a ver com o acompanhamento que está a ser feito às mais de um milhão de pessoas que foram infetadas e qual o plano para os próximos meses e anos, tendo em conta que se prevê que mais de 10% possam apresentar sequelas.

A CNS foi criada em abril de 2018, assumindo-se como uma “plataforma permanente de diálogo entre os parceiros da saúde e todos os cidadãos”, reunindo inúmeras entidades do setor público, privado e social que atuam neste setor em Portugal.

Do seu Conselho Superior fazem parte, entre outras entidades, diversas ordens profissionais, centros hospitalares, santas casas da misericórdia, assim como associações de doentes, de farmácia e da indústria farmacêutica, de investigação, de médicos de saúde pública, de administradores hospitalares e da hospitalização privada.

LUSA/HN

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