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Especialista defende que vacinação terá evitado cerca de 2.000 mortes

“Desde maio até agora, a adesão dos portugueses à vacina terá poupado à volta de 200 mil infeções, menos 135 mil dias em enfermaria, menos 55 mil dias em unidades de cuidados intensivos e pouparam-se cerca de duas mil vidas”, afirmou o epidemiologista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) na reunião de avaliação sobre a situação da pandemia em Portugal, na sede do Infarmed, em Lisboa.

Numa intervenção intitulada “Entender como a pandemia evoluiu”, o especialista traçou alguns cenários comparativos com o passado e o momento atual da situação epidemiológica da Covid-19, tendo concluído ser “extraordinariamente evidente” que o aumento do número de infeções “parte de uma base mais baixa, como um reflexo da vacinação” e com um notório efeito na distribuição da doença pelos grupos etários.

“O grupo etário das pessoas com mais de 80 anos, que era um dos mais afetados, é agora completamente ultrapassado pelo grupo dos 5 aos 10 anos, em que ainda não utilizamos a vacinação”, frisou, notando que “a situação portuguesa na hierarquização dos casos e das mortes encontra-se muito melhor do que há um ano, comparativamente com os outros e consigo próprio”.

Apesar dessa evolução, o especialista aconselhou que, perante a situação epidemiológica neste momento, “poderia fazer sentido desaconselhar as reuniões com muitas pessoas, as chamada reuniões sociais com mais de 50 pessoas”, tendo em conta o panorama de infeções que se tem registado nas últimas semanas.

Para Henrique Barros, a vacinação assume-se como a “medida fundamental de proteção”, por isso apelou à vacinação das crianças assim que as autoridades permitam a administração abaixo dos 12 anos, bem como a toma da dose de reforço para a população já elegível. Porém, salientou também a necessidade de manter as medidas não farmacológicas individuais, a vigilância epidemiológica e um adequado planeamento da resposta clínica.

Na análise aos dados destes quase dois anos de Covid-19, o epidemiologista do ISPUP referiu ainda que já é possível constatar o “desenho de um quadro inequívoco de apresentação sazonal e que indicia muito bem a transformação endémica” do contacto com o vírus SARS-CoV-2 em solo nacional.

LUSA/HN

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