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SNS pagou mais de 400 milhões em horas extra e prestações de serviço

Jean-Christophe Bott / EPA

Este ano, o SNS pagou mais de 400 milhões de euros a profissionais de saúde em horas extraordinárias e prestações de serviço.

A falta de profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS) obrigou enfermeiros e médicos a fazerem horas extraordinárias e a recorrer-se às prestações de serviço.

O Público avança que, até setembro deste ano, enfermeiros fizeram mais de cinco milhões de horas extra, enquanto os médicos fizeram mais de quatro milhões de horas.

Dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) revelam que, neste período de tempo, o SNS pagou mais de 400 milhões de euros em horas extraordinárias e em prestações de serviço.

Nos primeiros dez meses deste ano, o número de horas suplementares realizadas pelos profissionais de saúde já é superior a 18,5 milhões — um valor superior ao do ano passado. A tendência tem sido um aumento constante.

Desconstruindo os gastos, o SNS gastou 80,7 milhões de euros para pagar as horas extra dos enfermeiros e 141,7 milhões de euros para os médicos. O SNS gastou ainda 77,1 milhões de euros com os outros profissionais de saúde.

Segundo os dados da ACSS, a despesa associada às horas extraordinárias em 2020 foi de 322,4 milhões de euros. Se este ano foi um ano recorde em horas extra, 2021 vem deitar por terra este marco.

Entre janeiro e setembro de 2021, as prestações de serviços por “tarefeiros” custaram ao SNS 105,7 milhões de euros — o equivalente a 3,6 milhões de horas pagas.

“O gasto em horas extra é absoluta incompetência, porque o ministério paga mais do que se contratasse enfermeiros com vínculos duradouros”, disse Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, em declarações ao Público.

“A nossa sugestão era que o ministério contratasse 3.000 enfermeiros por ano, o que teria um custo de 65 milhões de euros. Com as horas extras já se pagaram 80 milhões”, acrescentou.

A bastonária diz ainda que a sobrecarga de trabalho é explicada pelo facto de não serem cumpridos os rácios mínimos de segurança.

“Estamos fartos de insistir, e durante a pandemia com mais incidência, nas várias medidas que seria preciso tomar, nomeadamente organização de serviços e o descongelamento de carreiras”, atirou.

  ZAP //

Fonte: ZAP

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