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Covid-19: a próxima grande variante pode ser um triplo pesadelo, alertam especialistas

Os epidemiologistas são consensuais ao afirmar que a nova vaga da Ómicron é má mas podia ter sido bem pior. Mesmo o crescente aumento do número de casos positivos, a taxa de mortalidade não tem o mesmo grau – a Ómicron é altamente transmissível mas geralmente não tão grave quanto algumas das anteriores variantes.

Tivemos sorte, dizem os especialistas, embora esta sorte possa não se manter. Muitos epidemiologistas preveem que a próxima variante possa bem muito pior. Preocupados com uma possível estirpe que combine a transmissibilidade extrema da Ómicron com a gravidade da Delta, os especialistas começam a abraçar uma nova estratégia, atualmente em teste em Israel: quatro doses de vacinas. “Acho que essa será a estratégia daqui para frente”, referiu Edwin Michael, epidemiologista do Centro de Pesquisa de Doenças Infeciosas de Saúde Global da Universidade do Sul da Flórida, em declarações ao ‘The Daily Beast’. “Podemos dizer que evitámos uma bala porque a Ómicron não parece causar uma doença tão grave”, referiu Stephanie James, chefe de um laboratório de testes da Covid-19 na Regis University no Colorado.

Ou seja, a Ómicron poderia ter sido muito pior. Os vírus evoluem para sobreviver, seja através da maior transmissibilidade, da evasão dos anticorpos ou por uma infeção mais séria. A Ómicron sofreu uma mutação para garantir os dois primeiros, existe uma hipótese de uma futura estirpe fazer todos os três – o triplo pesadelo.

Essa seria um variante de pesadelo. E é totalmente concebível que esteja em nosso futuro. Existem resistências suficientes à vacina, como os cerca de 50 milhões de americanos que dizem que nunca serão vacinados, para que o patógeno SARS-CoV-2 tenha amplas oportunidades de mutação. “Enquanto tivermos pessoas não vacinadas neste país – e em todo o mundo – existe o potencial para surgirem novas e possivelmente mais preocupantes variantes virais”, disse Aimee Bernard, imunologista da Universidade do Colorado.

Pior, essa evolução viral contínua está a acontecer num cenário de diminuição da imunidade. Os anticorpos, induzidos por vacina ou de ocorrência natural de infeções anteriores, desaparecem com o tempo. É por isso que muitos especialistas acreditam que as vacinas contra a Covid-19 vão acabar por se tornar anuais ou semestrais.

A solução não é privar as pessoas das doses de que precisam para manter sua proteção contra linhagens futuras – e potencialmente mais perigosas. A solução, para os países produtores de vacinas, é aumentar ainda mais a produção e duplicar esforços para distribuir as vacinas às comunidades menos privilegiadas.

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