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‘Deltacron’, IHU ou a variante ‘gémea’ da Ómicron: Coronavírus tem evoluído para superar as suas principais ameaças

Ao longo de dois anos de pandemia da Covid-19, o coronavírus tem evoluído para superar as suas principais ameaças: vacinas e imunidade de grupo. O vírus vai sofrendo mutações e transforma-se em novas variantes, com novos tempos de incubação cada vez mais rápidos e novos sintomas, em alguns casos mais leves mas com maior capacidade de contágio.

Após a onda da Ómicron, que já se espalhou amplamente pela Europa, surgiram novos nomes como a ‘Deltacron’. As autoridades de Chipre relataram 25 casos da Covid-19 associados a uma nova variante, que chamaram de ‘Deltacron’, e que seria uma ‘mistura’ entre algumas mutações Ómicron e outras Delta, embora haja quem questione essa classificação.

Leondios Kostrikis, professor de biologia da Universidade de Chipre e diretor do Laboratório de Biotecnologia e Virologia Molecular, defendeu que os casos da ‘Deltacron’ são mais frequentes entre os pacientes internados por Covid-19.

Na passada sexta-feira, as sequências genómicas do coronavírus obtidas em Chipre foram enviadas para o banco de dados internacional Gisaid do Instituto Pasteur em Paris. Ainda nada se sabe sobre as características que esta variante composta poderá ter: se será mais contagiosa, mais letal ou, simplesmente, se conseguirá superar a Ómicron, o que parece bastante improvável dada a capacidade de infeção rápida desta variante, que tem permitido prevalecer sobre todos as outras.

No entanto, há cientistas que sugerem que as descobertas de Leonidos Kostrikis são o resultado de contaminação cruzada no laboratório. O professor refutou as críticas, lembrando ainda que “pelo menos uma sequência de Israel depositada num banco de dados global mostra as características genéticas da ‘Deltacron’”.

É normal que o vírus mude continuamente e muitas sequências mutantes sejam enviadas para os bancos de dados responsáveis pela recolha de genomas: porém, em quase três anos de pandemia, houve apenas cinco variantes relatadas como “preocupantes” pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e alguns desapareceram, suplantados principalmente pela Delta e Ómicron.

De grande interesse é uma variante ‘gémea’ da Ómicron, que pode ter-se desenvolvido de forma autónoma na mesma época e que os investigadores estão a monitorizar. Para a definir, foram duas sublinhagens de B.1.1.529 : BA.1, ou seja, a ÓMicron , e a nova linhagem “anómala” chamada BA.2.

O alarme veio da Dinamarca: BA.2 pode ter-se tornado dominante sobre BA.1. O país é um dos melhores do mundo em número de sequências e os dados locais divulgados no portal internacional de sequenciamento Gisaid mostram um crescimento maciço da “nova” linhagem.

Nos últimos dias, numerosos genomas BA.2 também foram relatados na África do Sul, Austrália e Canadá. Atualmente, o maior número de sequências relacionadas à variante em questão vem da Dinamarca (82%), Suécia (7%) e Índia (3%). Ambas as sublinhagens têm quase todas as mutações da proteína spike inicialmente detetadas para a Ómicron mas a linhagem BA.2 mantém algumas da Delta.

Mais recentemente, outra variante chamada B.1.640.2 foi identificada na infeção ‘Ihu Méditerranée’ em Marselha e renomeada precisamente como IHU. As mutações que apresenta seriam 46, ou seja, mais do que a Ómicron. De qualquer forma, parece ser uma variante limitada aos 12 pacientes sob vigilância: a especialista da OMS Maria van Kerkhove lembrou que a ‘mãe’ desta subvariante, B.1.640, já estava classificada como “variante em acompanhamento”, em novembro, o que sugere que não tem a capacidade de suplantar as variantes predominantes.

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