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Ómicron não será a última variante de preocupação

“Não será a última variante de preocupação”, afirmou na videoconferência de imprensa regular da OMS a líder técnica de resposta à Covid-19 na organização, Maria Van Kerkhove, quando questionada se a Ómicron, a mais transmissível das variantes do SARS-CoV-2, será a última estirpe do coronavírus a circular.

A epidemiologista realçou, numa referência à Delta e à Ómicron, que “as variantes estão a competir e a evoluir”, apontando a vacinação, que previne a doença grave e a morte, e as medidas de saúde pública, como o uso de máscaras, o distanciamento físico e a lavagem frequente das mãos, como as “duas partes da equação” para travar as oportunidades de o vírus circular e originar novas estirpes, mais ou menos severas.

“Há ainda muitas oportunidades para o vírus se espalhar e gerar novas variantes”, acentuou o diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Mike Ryan.

“Equidade, equidade, equidade”, insistiu, momentos antes, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reiterando que o fim da pandemia da Covid-19 depende da igualdade no acesso às vacinas.

Ghebreyesus voltou a lembrar que há países, sobretudo os mais pobres, que continuam com baixas taxas de vacinação, por falta de acesso a vacinas, traduzindo-se essa realidade no aparecimento de novas variantes do vírus, além de mais casos de doença grave e mortes.

Atualmente, segundo a classificação da OMS, existem cinco variantes de preocupação do SARS-CoV-2, sendo que a Ómicron, a mais recente, é a mais transmissível de todas.

Devido à Ómicron, vários países, incluindo Portugal, ultrapassaram diversas vezes os máximos diários de novas infeções.

Apesar da sua elevada transmissibilidade, esta variante é menos severa quando comparada com a antecessora Delta, sendo que na maioria dos casos se tem revelado assintomática ou provocado sintomas ligeiros.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou ontem para o risco de se desvalorizar a Ómicron, afirmando que embora esta variante se afigure ser menos grave, especialmente entre as pessoas vacinadas, “tal não significa que deva ser classificada como ligeira”.

“Tal como as variantes anteriores, a Ómicron está a hospitalizar e a matar pessoas”, frisou, acrescentando que, devido à elevada infecciosidade desta variante, “os hospitais estão a ficar sobrelotados e com falta de pessoal”, resultando em “mortes evitáveis não apenas por covid-19, mas por outras doenças e lesões” devido à falta de assistência atempada.

LUSA/HN

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