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Hospital da Feira com produção histórica de mais de 10.000 cirurgias em seis meses

O Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV), com sede em Santa Maria da Feira, operou no primeiro semestre de 2022 “mais de 10.000 doentes”, o que a respetiva administração classificou hoje como um recorde nessa estrutura.

Integrando, além do Hospital São Sebastião, também as unidades de São João da Madeira e Oliveira de Azeméis, todas no distrito de Aveiro, o CHEDV está em funcionamento desde 1999 e nunca registou uma produção cirúrgica tão elevada num período de seis meses.

“O universo de utentes operados na instituição superou, pela primeira vez num único semestre, o número simbólico de 10.000 doentes, tendo-se atingido um total de 10.171 cidadãos intervencionados nas oito especialidades cirúrgicas disponíveis no CHEDV”, adianta Miguel Paiva, presidente do conselho de administração desse centro hospitalar.

O mesmo responsável declara à Lusa que esse aumento da produção tem ainda mais significado considerando que foi conseguido em circunstâncias “muito difíceis”, uma vez que, no primeiro semestre de 2022, duas salas de bloco operatório do Hospital São Sebastião estiveram encerradas cerca de 60 dias para total reabilitação e reequipamento.

Em 2021, a produção cirúrgica dos três hospitais já atingira um valor particularmente elevado graças ao esforço dos seus profissionais em recuperar o atraso provocado pela pandemia e pela suspensão de intervenções não-urgentes, mas, mesmo assim, o primeiro semestre ficara-se por 9.854 operações.

Antes disso, em 2020 o CHEDV só tinha realizado 13.511 cirurgias no ano inteiro e, em 2019, antes de a Covid-19 restringir o acesso aos hospitais, o total fora pouco mais elevado, somando 14.743 operações em 12 meses.

Para Miguel Paiva, o que justifica a evolução registada de 2021 para 2022 é a adoção de novos modelos de trabalho. “Estes resultados positivos estão a ser alcançados fruto do empenho e dedicação das equipas das nossas várias especialidades, envolvendo não só cirurgiões, mas também anestesistas, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e assistentes operacionais que têm colocado em prática estratégias de gestão dos blocos operatórios que vêm permitido uma utilização mais intensiva dos mesmos e a redução dos tempos de ‘turnover’”, revela.

Decisiva nessa nova estratégia é a crescente taxa de ambulatorização dos procedimentos cirúrgicos do CHEDV, num processo que, segundo o seu administrador, é duplamente vantajoso: faz com que a instituição deixe “de depender tanto das camas de internamento” e também permite ao utente “regressar a casa no próprio dia da operação”.

No caso da cirurgia convencional, de janeiro a junho deste ano o CHEDV intervencionou 3.275 pessoas, o que reflete um aumento de 2,6% comparativamente à produção homóloga do ano anterior; no que se refere à cirurgia ambulatória, foram operados 6.896 utentes, num crescimento de 3,5%.

A avaliar pela estatística comparada da Administração Central do Sistema de Saúde, citada pelo CHEDV, os três hospitais da Feira, Oliveira e São João da Madeira asseguram, aliás, “que 98% das cirurgias passíveis de ser realizadas em ambulatório efetivamente o são, o que coloca a instituição como a que melhor performance consegue a esse nível entre os hospitais da sua dimensão no Serviço Nacional de Saúde”.

Das oito especialidades cirúrgicas disponíveis nos hospitais da Feira, Oliveira e São João da Madeira, as que receberam mais utentes no bloco operatório entre janeiro e junho de 2022 foram as de Cirurgia Geral, Ginecologia, Ortopedia e Oftalmologia, que assim absorveram um total de 80% da produção

Quanto à lista de espera para o segundo semestre de 2022, é atualmente de 5.788 utentes, que terão que aguardar em média 2,6 meses pela respetiva cirurgia – o que fonte hospitalar diz representar “uma performance muito positiva, que permite que 91% dos doentes inscritos se encontrem plenamente dentro dos tempos máximos de resposta garantidos”.

A mesma fonte nota que os elevados níveis de produção do CHEDV têm permitido que a lista de inscritos para cirurgia se mantenha controlada, apesar da crescente entrada de novos doentes para o registo, “fruto do aumento das consultas médicas” na sequência do declínio da pandemia.

LUSA/HN

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