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PS/Madeira exige esclarecimentos sobre ataque informático ao Serviço Regional de Saúde

O PS/Madeira exigiu esclarecimentos urgentes ao Governo da Madeira (PSD/CDS-PP) sobre o ataque informático ao Serviço Regional de Saúde (Sesaram), ocorrido no domingo, considerando “preocupante” e “inaceitável” que aqueles profissionais continuem a trabalhar “totalmente às escuras”.

“Quatro dias volvidos desde o primeiro impacto massivo do ciberataque que atingiu o Serviço Regional de Saúde, é extremamente preocupante, inaceitável até, que se continue a trabalhar totalmente às escuras num setor de importância crítica para as pessoas”, afirma o presidente do PS/Madeira, Sérgio Gonçalves, citado num comunicado enviado às redações.

O líder socialista exige “esclarecimentos cabais” por parte do Governo Regional, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, e pede que sejam implementadas de imediato “medidas de mitigação das consequências negativas que esta situação tem para os utentes do Sesaram”.

“É muito importante que, nesta fase, as pessoas ganhem consciência do perigo real que todos estamos a correr, após um rapto desta envergadura, comprometendo dados pessoais extremamente sensíveis e bloqueando todo o nosso sistema de saúde”, adverte.

Sérgio Gonçalves sublinha que devem ser dadas “orientações claras” à população, com urgência, recordando que “médicos e enfermeiros continuam a trabalhar ainda hoje em completo ‘blackout’”.

“Neste momento, temos perda total da base de dados dos doentes da RAM [Região Autónoma da Madeira], perda total de rastreio oncológico e das listas de espera, inoperância total da gestão de medicamentos e seus respetivos ‘stocks’, paralisia das consultas externas, impossibilidade de acesso aos processos dos doentes, do historial clínico, exames anteriores, análises e prescrições médico farmacológicas”, aponta.

O presidente do PS/Madeira e deputado na Assembleia Legislativa Regional, onde os socialistas ocupam 19 dos 47 lugares do hemiciclo, diz ainda “não compreender” que o executivo madeirense “se limite a improvisar recursos arcaicos e a pedir paciência” aos cidadãos, “sabendo que estes ataques acontecem e têm um impacto inimaginável na vida das pessoas”.

Sérgio Gonçalves refere que, “há pouco mais de um ano”, num exercício anual de cibersegurança, o Governo da Madeira anunciou a afetação de dois milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e de 500 mil euros do orçamento regional para combater o cibercrime, tendo admitido na altura “a possibilidade de um ataque severo de pirataria informática contra os serviços da administração pública regional”.

“Onde estão os ‘backups’ de protocolo? Onde fica a eficácia do plano de contingência para estas situações e por que razão a situação continua a arrastar-se, sem soluções nem orientações precisas?”, questiona o socialista, considerando “inadmissível” que “o caos” no setor da saúde se prolongue por mais tempo, depois de o executivo PSD/CDS-PP ter “apregoado gordos investimentos em cibersegurança”.

A Ordem dos Médicos da Madeira manifestou hoje preocupação com o impacto do ataque informático ao Sesaram na atividade clínica prestada aos utentes, indicando que tem recebido declarações de escusa de responsabilidade.

Em comunicado, o Conselho Médico da Ordem dos Médicos da Madeira especificou que “tem recebido declarações de escusa de responsabilidade por parte de médicos do Sesaram, pelos acidentes ou incidentes que possam verificar-se em resultado de falha de meios informáticos de registo médico”.

Na terça-feira, o Sesaram informou que o serviço estava a funcionar, embora mantendo ainda “limitações na realização de algumas consultas, na realização de exames e análises clínicas não urgentes”.

Na segunda-feira, o Serviço de Cibersegurança do Governo Regional adiantou que o tempo de recuperação do ciberataque ao Sesaram, sinalizado às 08:11 de domingo e que provocou uma “disfunção na rede informática”, será prolongado e apelou aos utentes para tomarem cuidados redobrados no acesso à informação.

“Não conseguimos, nesta fase, dar um prazo expectável, mas não é algo que se resolva num dia”, disse Nuno Perry, do Serviço de Cibersegurança do executivo madeirense.

LUSA/HN

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