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Sindicato dos Enfermeiros critica inclusão de farmácias comunitárias no processo de vacinação sazonal

A decisão de incluir as farmácias comunitárias no processo de vacinação sazonal “foi mais um passo na asfixia do SNS” para o Sindicato dos Enfermeiros, que denuncia a “baixa cobertura” registada este ano.

“O processo de vacinação sazonal – uma competência que esteve sempre na esfera dos cuidados de saúde primários, com os enfermeiros na primeira linha – está este ano com uma cobertura abaixo do que se vinha registando nos últimos anos. Isto num ano em que a Direção Geral de Saúde decidiu incluir no processo as farmácias comunitárias”, começa por explicar o sindicato, em comunicado.

O presidente, Pedro Costa, considera, a este propósito, que “este foi mais um passo na asfixia do SNS, quando o processo, em anos anteriores, apresentou excelentes resultados”, acrescentando que “os sinais dados foram de alguma subalternização da importância da vacinação e do conhecimento que os enfermeiros de família têm do histórico de cada doente”.

Os dados mais recentes divulgados pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia indicam que, nos últimos quatro anos, Portugal superou as metas estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde para a cobertura vacinal de pessoas com mais de 65 anos.

“Em menos de mês e meio, os centros de saúde já tinham administrado 30% do total de vacinas dadas em Portugal, quase o dobro da percentagem que estava inicialmente prevista”, sublinha o líder sindical, colocando ainda o enfoque no facto de, “em 2022, pela mesma altura, os centros de saúde evidenciarem um desempenho superior de vacinas administradas, nas faixas dos 70 e 80 anos, grupo etário que este ano começou a tomar as vacinas nas farmácias”. Relativamente à vacinação contra a Covid-19, a diferença ainda é mais latente, alerta o sindicato. Em 2022, mais de 22% da população de 70 anos e 16,5% de 80 anos tinham sido já vacinados.

Sendo certo que as farmácias estão a receber 2,5 euros por cada vacina, a realidade demonstra que “estamos a falar do valor mais ou menos correspondente ao necessário para contratar e remunerar mais de 600 enfermeiros em falta no Serviço Nacional de Saúde, mais de 85.000 horas de cuidados de saúde que se perdem”, enfatiza Pedro Costa, que sublinha que a opção “garantiria a total cobertura vacinal e cuidados de enfermagem qualificados a cerca de um milhão de utentes sem enfermeiros de família”.

O sindicato partilha que, perante as dificuldades, a Direção Executiva do SNS solicitou aos profissionais das USF e das UCSP para convocarem urgentemente os utentes com idade superior a 60 anos. “Isto num ano de uma grave crise nos serviços de atendimento à doença aguda e numa altura de total insatisfação dos profissionais de saúde”, afiança Pedro Costa.

O Sindicato dos Enfermeiros mostra-se cada vez mais preocupado com a transferência de verbas públicas para um sistema privado de assistência em saúde, e diz que tal revela que o SNS está a viver a sua pior crise desde a sua criação.

PR/HN

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