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Enfermeiros do HDS denunciam falta de condições de trabalho nas urgências

Enfermeiros do Serviço de Urgência do Hospital Distrital de Santarém (HDS) realizaram esta terça-feira um protesto contra as condições de trabalho, a falta de planeamento e a falta de profissionais nesta unidade de saúde.

Para denunciarem a situação, os enfermeiros convocaram também uma conferência de imprensa, hoje, à porta do hospital.

“A verdade é que a situação nunca esteve tão má como está agora em termos de afluência e existe falta de planeamento para dar resposta aos doentes”, disse à agência Lusa, Helena Jorge, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Segunda a sindicalista, o serviço de urgência do hospital de Santarém está “caótico”, com uma “dispersão de doentes por todo lado” e com “falta de espaço para trabalhar”.

Estas condições, segunda Helena Jorge, são um “abuso físico e psicológico em relação aos enfermeiros”.

A sindicalista referiu ainda que os meses de dezembro e janeiro são pautados por uma enorme afluência de doentes aos serviços de urgência e que essa situação devia ter sido antecipada e planeada pelo HDS.

“Nós hoje estamos a dar um grito de alerta. Grande parte dos enfermeiros estão em risco de ‘burnout’ e outros precisam de apoio psicológico. Nós nem sequer estamos em guerra para ter uma situação destas”, frisou Helena Jorge.

Além da falta de condições de trabalho e da falta de planeamento, os enfermeiros reivindicam ainda a contratação de mais profissionais de saúde.

Para o efeito, os enfermeiros de urgência vão enviar uma carta ao conselho de administração, à direção executiva do SNS e à comissão de ética do hospital.

Joana Nunes, enfermeira do Hospital de Santarém, disse à Lusa que, além de mais recursos humanos, os enfermeiros pedem também a “aquisição de macas, camas, medicação e ares condicionados” para dar uma melhor resposta aos doentes e que haja” planos estratégicos, pensados com a cabeça”.

Perante a elevada afluência de doentes, o HDS criou uma unidade provisória de internamento para aliviar a distribuição de doentes, suspendeu a atividade cirúrgica programada (à exceção da urgente e oncológica) e reforçou as equipas de enfermagem.

Helena Jorge considerou, contudo, que estas medidas são insuficientes e que os enfermeiros ” não vêm grande solução nesta administração”.

Nos últimos dias, e à semelhança do que tem vindo a ser relatado a nível nacional, tem-se verificado elevada afluência de doentes ao Serviço de Urgência com necessidade de internamento.

Na segunda-feira, o HDS enviou um comunicado a dar conta que o hospital tinha um total de 295 doentes internados no serviço de Medicina Interna, o que representa uma taxa de ocupação de 200,68%.

LUSA/HN

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