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PAN questiona processo de vacinação da gripe e lembra cobertura inferior acima dos 70 anos

O PAN questionou esta sexta-feira o processo de vacinação, lembrando que apesar do alargamento às farmácias comunitárias o número de vacinas da gripe administradas nas pessoas acima dos 70 anos é inferior ao ano passado.

Numa intervenção no debate fixado pelos sociais-democratas sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a deputada do Pessoas-Animais-Natureza, Inês Sousa Real, questionou o Governo sobre se vai avaliar o processo e lembrou o custo do alargamento da vacinação (gripe e reforço covid-19) às farmácias comunitárias.

“O Governo apostou nas farmácias comunitárias como uma solução mágica, mas chegámos ao final de novembro e o número de vacinados contra gripe A, face a 2022, é inferior em mais de 8% nas pessoas acima dos 70 anos, precisamente a população mais vulnerável”, lembrou a deputada.

Criticando a ausência do Governo neste debate, perguntou se o processo da vacinação será avaliado, recordando: “a vacinação contra a gripe e a covid-19 nas farmácias comunitárias tem um custo de 11 milhões e meio de euros”, uma verba que daria para “contratar e pagar um ano de salário, por exemplo, a 639 enfermeiros, que tanta falta fazem no SNS”.

O processo de vacinação já tinha sido questionado pelos médicos de saúde pública, que consideraram a cobertura vacinal da gripe “abaixo do ideal”.

Hoje, no último Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe e outros Vírus Respiratórios, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge deu conta de uma atividade gripal crescente na semana entre 25 e 31 de dezembro, apontando para uma mortalidade por todas as causas acima do esperado nas pessoas com mais de 45 anos.

Sobre a mortalidade, no debate de hoje, o deputado Pedro Frazão, do Chega, disse que Portugal “regista valores acima do normal” e que, em 2023 morreram, “em média, quase 500 pessoas por dia”, apontando um aumento de 25% face a 2022, de 30% relativamente a 2021 e de 10% em 2020, em plena pandemia de covid-19.

A oposição criticou o desempenho do Governo na área da Saúde, com o deputado do PSD João Dias Coelho a considerar que foram “as falhas na gestão hospitalar nos últimos anos” e a “falta de capacidade de resposta da gestão pública na saúde” que resultaram no crescimento da atividade dos privados.

“Esta falta de capacidade de resposta provocou uma adesão crescente dos portugueses a seguros privados de saúde, com um aumento de 2,6 milhões em 2015 para 3,6 milhões em 2022. São mais um milhão de subscrições em oito anos”, afirmou.

Já a deputada Isabel Pires, do Bloco de Esquerda, considerou as políticas da saúde do PS e do PSD em tudo semelhantes, afirmando: “o PSD marcou este debate sobre o SNS para se perceber que não tem nada para dizer porque as politicas [do PS e PSD] são semelhantes”.

O PCP, pela voz de João Dias, lembrou que “a defesa do SNS é mesmo uma questão ideológica”, insistindo em rejeitar a “privatização do SNS” e questionando: “Que soluções tem o PSD para responder aos encerramentos?”.

Num pedido de esclarecimento a uma intervenção de Rui Cristina (PSD), o deputado socialista Miguel Santos Rodrigues recordou declarações anteriores do ex-deputado do PSD Ricardo Batista Leite que iam no sentido de propor o fim das Administrações Regionais de Saúde e a criação das Unidades Locais de Saúde (ULS), que o Governo instituiu este ano.

“Afinal, o que é que aconteceu?”, questionou.

Na resposta, Rui Cristina disse que o PSD é a favor das ULS, mas não da maneira como está a ser feita, “sem estudos técnicos”: “Cada região em Portugal tem realidades diferentes”.

No encerramento do debate, o deputado Miguel Santos (PSD) falou em “oito anos de governação ineficaz e improdutiva”, recordando o aumento do número de utentes sem médico de família, as alterações no acesso ao SNS pelos emigrantes portugueses e a diminuição do grau de execução do investimento no SNS desde 2015.

“Nos primeiros 11 meses de 2023, o Governo só executou 1/3 do investimento previsto – 257,4 milhões de euros de um orçamento de 753,4 milhões”, referiu, apontando igualmente os pagamentos em atraso dos Hospitais EPE: “aumentou de 451 milhões, em 2015, para 886,8 milhões, em novembro de 2023, um aumento de 96,6%”.

LUSA/HN

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