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ULS de Leiria pretende colocar doente no centro do sistema

A Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL) tem como principal objetivo colocar o doente no centro do sistema, garantiu à agência Lusa o presidente do conselho de administração.

“Privilegia-se com este modelo uma governação clínica partilhada entre médicos e equipas de diferentes especialidades, no sentido de prestar maior coerência ao sistema e colocar mesmo o doente no centro do sistema”, assumiu Licínio de Carvalho.

O presidente do conselho de administração da ULSRL acrescentou que se pretende simplificar a vida para os doentes, para evitar redundâncias e a circulação entre diferentes níveis de cuidados com diferentes sistemas de informação.

Evitando-se a repetição de exames ou de intervenções não só se diminui as perdas de tempo com a transição dos doentes de um lado para o outro, como se somam poupanças no Serviço Nacional de Saúde, explicou.

“Esse é também um dos objetivos que está declaradamente assumido: garantir maior eficiência no processo de assistência, tornando os serviços mais eficientes do ponto de vista económico”, reforçou Licínio de Carvalho.

Os médicos dos cuidados de saúde primários terão também um acesso mais próximo com o hospital: “Pretende-se que haja um contínuo, da mesma forma que um doente vem ao hospital a uma consulta de uma determinada especialidade e se o médico hospitalar necessitar da opinião tem alguém que está próximo. Queremos criar essa proximidade, eliminar barreiras que são perfeitamente artificiais, mas que complicam muito a vida aos profissionais”, assumiu.

Com uma área de influência de oito concelhos – Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Pombal e Porto de Mós (distrito de Leiria) e Ourém (distrito de Santarém) -, que abrangem cerca de 90 instituições e de 400 mil pessoas, Licínio de Carvalho, que transitou da liderança do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) para a recente formada ULSRL, acredita que este modelo de organização irá beneficiar o doente, que “flui melhor dentro do sistema” de saúde.

Para o dirigente, a criação da ULSRL poderá melhorar o acesso à saúde. “Sendo EPE [entidade pública empresarial], temos capacidade para contratar em prestação de serviços, recorrendo a várias formas de contratação tendentes a disponibilizar médicos assistentes para os doentes, que podem não ser médicos do quadro, mas prestadores de serviço”, explicou, para lembrar que os extintos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) não tinham essa autonomia.

Sendo EPE, permite contratar um profissional de saúde “de um dia para o outro, mesmo que seja só em tempo de substituição”, como para colmatar ausências por baixa.

“Mas o facto de ser ULS não é a fórmula que traga médicos para o sistema só por si. Podemos é contratar um médico que queira vir fazer apenas umas horas”, insistiu.

Licínio de Carvalho revelou que na área de influência da ULSRL existem mais de 100 mil utentes sem médico de família.

“Temos cerca de 29% de residentes sem médico de família. Esse é um problema de fundo que vai demorar tempo [a resolver], porque o mercado não tem médicos disponíveis ou pelo menos não aparecem nem aqui nem outras geografias do país”, constatou.

Com um orçamento de cerca de 310 milhões de euros por ano, a ULSRL integra cerca de 3.400 profissionais de dez centros de saúde, e respetivos polos, dos três hospitais que faziam parte do CHL – Hospital de Santo André, Hospital Distrital de Pombal e Hospital Bernardino Lopes de Oliveira -, a que acrescem outras instituições prestadoras de cuidados.

“Um dos aspetos críticos para o sucesso desta integração é a uniformização e harmonização dos sistemas de informação clínica. Essa é uma oportunidade de caminharmos no sentido de existir apenas um processo clínico de cada doente, que, onde quer que vá, dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tenha ‘atrás de si’ todo o seu historial”, acessível a qualquer profissional, e “este é um ganho inestimável”.

Além de Licínio de Carvalho, a direção executiva do SNS nomeou para conselho de administração as diretoras clínicas hospitalar e dos cuidados de saúde primários Catarina Faria (diretora do serviço de Cuidados Paliativos do CHL) e Denise Velho (ex-presidente do Conselho Clínico do ACeS Pinhal Litoral).

Marco Neves (ex-diretor executivo do ACeS PL) foi designado enfermeiro diretor e Alexandra Borges (ex-vogal executiva do conselho de administração do CHL) vogal executiva.

LUSA/HN

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