Cólica Renal- Pedras que assustam

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Imagine uma dor de tal forma intensa que parece que não vai mesmo aguentar. Uma dor que, ao mesmo tempo, faz suar e causa arrepios, que provoca náuseas e leva aos vómitos, que dá vontade de subir pelas paredes, impedindo ao mesmo tempo, pela sua força, qualquer um de se mexer. É assim que costuma ser a cólica renal. A culpa é das chamadas pedras nos rins. Pedras que resultam de «uma obstrução ao fluxo de urina, na maioria dos casos em situações de obstrução do ureter (o canal que faz a ligação entre o rim e a bexiga)». E é nos meses de verão que eles mais atormentam.

As estatísticas confirmam que o número de cálculos renais tende a aumentar em cerca de 20% nos meses mais quentes. O calor é o responsável. Quando ele aperta, o índice de transpiração é maior, o corpo perde líquidos com mais facilidade e a quantidade de água filtrada pelos rins é menor, levando a uma maior concentração de sais minerais na urina. São esses sais minerais que formam as pedras, alerta a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN).
Beber é, pois, essencial para evitar problemas.

«A ingestão de dois litros de água por dia pode ajudar a evitar a formação de cálculos renais», confirma Fernando Nolasco, Presidente da SPN. Um conselho que vale para todos, até porque, acrescenta o especialista, «qualquer pessoa pode ter uma crise provocada por cálculos renais», apesar de haver quem «tenha maior predisposição genética para o problema», o que significa aqui cuidados redobrados.

Rotinas às avessas

Com o fim da ditadura do relógio, colocado de parte assim que começam as férias, quebram-se rotinas, esquecem-se os horários das refeições e a preocupação com a saúde. Lá se vão os hábitos que, se forem mantidos, defende Fernanda Carvalho, nefrologista e vice-presidente da SPN, podem «minimizar um conjunto de complicações associadas à doença renal». Ou seja, voltamos à ingestão correta de líquidos (entre 1,5 a dois litros por dia), à moderação do consumo de alimentos ricos em proteína, carnes vermelhas e marisco, assim como excessivos em sal.

E quando a dor surge, o que fazer?

Tendo em conta a intensidade da dor resultante de uma pedra no rim, o caminho para quem dela sofre costuma ser um: o dos serviços de urgência. Aqui, é feito um tratamento para eliminar essa mesma sensação dolorosa que é, muitas vezes, suficiente, isto se a dimensão dos cálculos renais permitir que sejam eliminados naturalmente. O tamanho e a localização pode dificultar essa tarefa, passando a depender do urologista qual o caminho a seguir, que pode passar mesmo por uma intervenção cirúrgica.

Fonte: Destak

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