Esta é a pior região para exercer enfermagem em Portugal

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A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros (OE) revelou hoje que as condições para o exercício da profissão na região pioraram em 2014, sobretudo nas instituições privadas e sociais.

“Os cuidados de saúde degradaram-se” e a falta de condições para a actividade de enfermagem “agravou-se, em 2014, mais nas instituições privadas e sociais do que nas públicas”, segundo as conclusões de um relatório da Secção Regional da OE, que resultou do acompanhamento e controlo do exercício profissional, abrangendo visitas a 40 instituições e 69 serviços de saúde.

O documento, que vai ser apresentado à Assembleia Regional do Centro da OE, em Coimbra, “identifica uma carência de cerca de 470 enfermeiros, que se deveriam somar” aos 655 que exerciam então a actividade naqueles serviços.

“Os cidadãos viram diminuída a qualidade e segurança dos cuidados de saúde que receberam”, segundo um comunicado daquela estrutura da Ordem dos Enfermeiros.

Os cuidados de enfermagem “são inseguros e está em risco a saúde das populações, se se atender à importância que os cuidados de enfermagem desempenham no total dos cuidados de saúde prestados”, considera a Secção Regional do Centro.

Citada na nota, a presidente do Conselho Directivo Regional da OE, Isabel Oliveira, realça que “apenas 13 dos serviços visitados dispunham das adequadas dotações de enfermeiros”, com as principais carências destes profissionais em instituições públicas a serem registadas nos serviços de medicina e na Rede de Cuidados Continuados.

“Continuou a identificar-se dotações nos serviços públicos abaixo do limiar de segurança e o impacto positivo esperado com o aumento do horário de trabalho [de 35 para 40 horas semanais] dos enfermeiros não se constatou. O cenário nos serviços privados e sociais não é o melhor, diríamos, na maior parte dos casos, ainda pior”, conclui o relatório.

O estado da prestação de cuidados de enfermagem na região “em termos genéricos é de más condições de trabalho, com excesso de horas acumuladas pelos profissionais, dotações inseguras, reduzido investimento em formação profissional e, por vezes, deficientes condições de instalações e de equipamentos”.

Para Isabel Oliveira, alguns locais de exercício da enfermagem, principalmente ao nível dos cuidados de saúde primários, “não têm efectivamente condições para estar a funcionar”, quer de salubridade, quer no controlo da infecção.

Alguns desses serviços não têm circuitos para a triagem de resíduos, nem sequer condições adequadas para o acondicionamento de resíduos contaminados”, com consequências para os profissionais e para os utentes, segundo a mesma dirigente.

“Os cuidados de enfermagem prestados na região Centro não são seguros e existem situações mesmo em que os próprios profissionais estão em risco”, lê-se no relatório.

Nos serviços públicos, as situações” mais preocupantes” foram encontradas pela OE no Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, ao nível dos serviços hospitalares, e no Centro de Saúde Arnaldo Sampaio, em Leiria, ao nível dos cuidados de saúde primários.

Fonte: Lusa/SOL

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